sábado, 25 de abril de 2009

Viva o Povo!




Quer amizade mais popular que essa?

Cassinho comemorando a vitória do mengão na Taça Rio e classificação para a final do estadual do Rio e eu gargalhando com a vaga que o Timão conseguiu em cima do até então todo pomposo São Paulo. Ao meu lado estava o também Corinthiano Alessandro.

Mais do que mineiros. Brasileiros regidos por paixões sociologicamente admiráveis e inexplicáveis.

Algumas Farras

Talvez novamente, de novo e outra vez, parto para o lado pessoal. Mas tentarei salvar o texto com uma observação magnificamente positiva, levando em questão a “paradeza” que os jovens de hoje estão. Quando digo “paradeza”, podem pensar alguns que o blogueiro aqui está já velhinho e não agüenta mais como antes o batido.

Não é isso. Quando digo “paradeza”, me refiro a falta de alternativa que a maioria da juventude tem em tempos atuais.

Tudo se resume em ir para a balada (nada contra, até gosto), ficar com o menininho ou a menininha do corpinho perfeito e do miolo besta, e lógico: mostrar a roupa “bunitinha”. Putz...

Na última segunda, véspera de feriado e aniversário do meu amigo Cassinho (amigo mesmo!), tinha gente de todo tipo. Dois ambientes marcavam a sonoridade do agito. Lá no fundão da casa, comiam frango e bebiam cerveja e cachaça já na sala e varanda, ouvíamos rock nacional e tomávamos uma geladinha, vinho e vodka. E conversávamos de tudo.

Nessa conversa houve um assunto razoavelmente sério e um cidadão que faz parte da ala dos “vou pra festa bunitinho” disse: “nossa, que papo brabu”, “vamu mudar de assunto”.

Na hora pensei em mandar tomar no Busch (sinônimo de cú), mas aí ignorei e continuei o assunto, que nem era tão sério assim, bastava ter um pouquinho de ABCD no cérebro e tudo correria bem.

Longe estou de ser um gênio ou coisa do tipo. Mas distante também de tamanha ignorância.

Conclusão: o coitadinho logo saiu do reduto assombroso para ele e foi para um outro canto da cidade, onde rolava uma festa de gente que não tem porra nenhuma, mas conversam assuntos do tipo: “que roupa bunita essa minha. Nossa! Fulano hoje está tão desarrumadinho. Vou lá conversar com ciclano, ele tem dinheiro”.

Enquanto isso, a galera que continuou na casa varou a madrugada, com uma rodinha de pessoas agradáveis e nada preocupadas com a estética. E sim preservando o fácil ato do divertimento sincero.
Já há um bom tempo, timidamente venho presenciando cenas do tipo.

Do nada conheci uns caras que estavam em um ponto de táxi da city tocando e cantando clássicos do rock. Vagava pelas ruas, quando me deparei com essa mulecada. Pronto! Fechado, já marcamos algo para o fim de semana seguinte.

Desde então, não paramos mais. Os encontros rolam naturalmente. Papo vai e vem no msn e de repente estamos nós reunidos e curtindo a nossa balada, com o nosso visual mulambento e sem medo de falar do Tom Zé, ou de Ramones. E sem preconceitos, falamos do Zezé e axé. E arriscamos algumas vezes um samba no pé.

Várias outras coisas estão pré-agendadas (jamais confirmadas, no improviso é mais emocionante) e cada vez mais nos sentimos bem com a nossa balada.

Só para encerrar e para que se tenha uma noção de como é legal tudo isso. Rapidamente conto a farra do sábado dia 19. Enquanto os “jovens” na sua maioria iam curtir a balada habitual, decidimos irmos para uma churrascaria, mas para tomarmos chopp.

E lá tive a grata honra de presenciar, mesmo que por pouco tempo e de improviso a primeira apresentação do Daniel (que figuraça) e que talento. Inesquecível a emoção e nervosismo dele. Mas inesquecível ainda a nossa felicidade em vê-lo ali, tendo uma pequenina oportunidade. É de se acrescentar a gentileza dos músicos que no intervalo deram essa chance pro garoto. Foi uma loucura!


(Vamos curtir!) A turma dando aquela forcita para o "Dani" (ficou meigo isso... ui)



Música agradável ao vivo e um clima de sossego. Tudo isso, em volta de pessoas que te consideram e pensam como você. Quando não pensam, ao menos respeitam sua idéia.

Fim da apresentação. O show acabou. Pagamos “la contita” (essa parte foi doída, e como!). E trilhamos rumo ao nosso point favorito. A casa (na verdade é um muquifinho aconchegante, apelidado de cafofinho) que alugo para fazer esse tipo de “agito”. Percussão, violão e começa a cantoria.
Como pode ver.

(Tem uma foto que pega todos, mas está na máquina na Bel ou da Gi. Mas já se dá para ter uma idéia da nossa diversão).

Tinha corrida e íamos assistir juntos como estamos fazendo desde o inicio da temporada. Mas o som desta vez estava tão bom que esquecemos de torcer para o Rubinho ficar em segundo. Em primeiro já desanimamos.

Não estamos fazendo nenhuma revolução. Longe disso. Mas estamos divertindo sem artificialidade. E sem precisarmos de usar roupinha da moda ou de marca que custa o famoso “olho da cara”.

Lembrei agora que o Jean, colega meu de facul e que está ralando com seu TCC, me dizer que no mesmo dia estava reunido também em uma casa e tomando vinho. Verdade! Eles sempre fazem esses encontros, chama-se: OS ESQUIZÓIDES, e lá na casa do Flávio discutem música, literatura e por aí vai... Show!!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Não Deu, Mas Valeu!

E como valeu! Não passei no paredão do concurso de compositores promovido pelo Leoni. Mas fique muito feliz com a camaradagem que encontrei quando decidi de última hora participar. Janaína e João Paulo nem sei como agradecer e retribuir a coragem e camaradagem de vocês. Aos amigos e colegas muito obrigado pela força.

Vai parecer choro de perdedor, mas é apenas uma opinião em cima do que entendi da proposta do concurso.

Meu primeiro questionamento é em relação ao critério de eliminação por votação “popular” que foi realizado. Ficou muito ídolos em fase final. E o final da história todos sabem. Além de não vencer o melhor, depois ainda não emplaca (não estou afirmando que sou o melhor e que minha letra faria sucesso), apenas acho que esse tipo de concurso tem que ser sempre avaliado por profissionais e o que eu acompanhei nos comentários foi que o contato e “amizade” entre o pessoal que sempre participou do fórum do cantor prevaleceu. Ninguém estava importando em observar e analizar e sim votar no amiguinho.

O segundo questionamento é em relação aos comentários que li sobre o 4º paredão. A maioria pelo que notei votava pela "amizade” como já citei ou então estava votando por quem cantou melhor ou quem interpretou melhor. Eu lembro em ter lido no regulamento do concurso que este seria da melhor letra e não era de interpretes. Letra é letra. Cantando bem ou não o propósito era ou é a letra ao meu ver, a interpretação ficaria para o Leoni quando fosse gravar a melhor letra.

De qualquer forma está valendo. Foi gratificante participar desta doideira. Nessas horas a gente vê quem aperta sua mão com sinceridade.

Não deu, mas valeuuuuuuuuuu!!!!!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Votemmmmmmmmmmmmmm...

E ae malucada!

O meu vídeo com a letra para o concurso de compositor do Leoni está em votação. www.leoni.com.br.

Desde já agradeço a força. É até domingo a votação.

Aproveitando o post, para brindar os “vidrasseiros” com algumas fotos tiradas na Serra da
Tormenta (1287 metros de altitude), localizada em Carmo do Rio Claro.



Ao fundo o Pico de São Gabriel






Nem tudo é perfeito...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Olá!

Sem desculpa desta vez. Não estou postando nos últimos dias por falta de inspiração e coragem mesmo (preguiçaaaaaaaaaaaaaaaa de pensar). EU resolvi seguir o conselho de uma colega de classe a Leiliane. A dica dela era para que eu ligasse o meu foda-se (sem conotações), e foi o que fiz.

Viva! Que paz estou. Nada me chateia. Até domingo ao menos estarei assim. Pois uma derrota para o São Paulo pelas semi-finais do paulista pode reativar o meu foda-se (sem conotações de novo) e fudido ficarei. Caso isso não ocorra, tomara! Na paz e no amor continuarei.

Não posso deixar de comentar. A senhorita Sheila Carvalho (caraaaaaalhoooooo!!!) novamente vai posar peladinha para a playboy. E com isso os marmanjos vão de novo segurar o tchan.

Nem vêm... eu não vou comprar a revista.

Mas que dá vontade, dá! Hummmmmmmmmmmmmmmmmmm....

terça-feira, 31 de março de 2009

O Blogueiro Aqui Pode Virar Parceiro do Leoni

Olá!

Achei que jamais fosse fazer algum pedido aqui no blog. Mas me enganei. E estou aqui para pedir a colaboração de toda malucada que acessa o Vidrassa, para entrarem no www.leoni.com.br (link a direita em sites) e se cadastrarem.

O motivo deste humilde pedido é que estou participando do 1º concurso de compositores, promovido por Leoni. E o processo da melhor letra, será por votação.

Vai aqui o texto publicado no site do cantor em que ele explica:

“Faremos 6 votações, cada uma delas com 10 concorrentes. Cada uma vai durar 3 dias, portanto fiquem ligados no site para não perder nenhuma. O vencedor de cada “bateria” vai para a final. Aí teremos um pouco mais de tempo para a escolha do campeão.

A seleção dos grupos será por ordem de inscrição. Começaremos pelos que mandaram primeiro. No final, me reservo o direito de acrescentar até 3 candidatos que tenham sido eliminados injustamente por estarem numa bateria forte demais.

A partir de amanhã começa o BBB do Leoni! Rsrs”

Desde já agradeço a força.

Malucada, assim que meu vídeo for para a votação informarei aqui. Por via das dúvidas é bom acessar o site todos os dias, para não deixar escapar.

Valeuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!

sábado, 28 de março de 2009

É Pra Rir...

Já falei aqui sobre o fenômeno Ronaldo. Impressiona o imã que o jogador tem. Parece que o inexplicável acontece só com o tal.

E assim é a vida. Em todas as profissões temos "Ronaldos". Sejam homens, sejam mulheres.

A semiótica explica que tudo, tudo mesmo! É um fenômeno. Não aprofundarei esta questão, só quero então partir deste ponto para opinar sobre essas pessoas que onde pisam, escorregam e caem em uma piscina de algodão. Tamanha é a sorte de fazerem história

No último dia 26 (quinta-feira) a hoje considerada maior locutora de rádio do Brasil, a belíssima (não poderia deixar de fazer o comentário) Tina Roma provou que há pessoas para quem a lua cheia brilha com mais intensidade.

Não bastasse toda trajetória impecável da loura, que inovou o estilo de locução feminino no país (antes locutoras falavam devagar e com vozerão), falando besteiras e rápido e marcando uma época memorável da Transamérica (acho que jamais haverá igual) e depois Jovem Pan (atualmente lá. E foi exatamente nos estúdios da Pan de Sampa onde Tina compravou sua “luz”.

Ela desta vez não só ganhou a luz. Como também a deu.

Na manhã da última quinta-feira Tina no “AR” avisa que sua “bolsa” havia estourado. E às pressas deixou a emissora para ser mamãe.

Não bastasse toda trajetória de sucesso dentro do rádio, “Tinoca” é “iluminada” para que tal situação aconteça com ela, justamente no lugar onde se consagrou. Diante de um microfone de FM.

Se para a semiótica tudo é fenômeno, então o que acontece com pessoas como Ronaldo, Schumacher, Roberto Carlos (cantor), Xuxa, Tina Roma e por aí vai...?

Seria um fenômeno duplo? Se não for isso, um outro nome tem que ser dado para esse tipo de coisa.


É um fato bizarro o ocorrido esta semana, porém é o tipo de situação que marca ainda mais a carreira profissional indiscutível da nº1 das locutoras brazucas.


Parábens Tina Roma!

terça-feira, 24 de março de 2009

Quase ufa!



Quase Ufa!

Por enquanto, quase ufa! A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) mudou de idéia (ainda bem!) e resolver voltar atrás em relação ao critério em que seria decidido campeão desta temporada na F-1.

Depois de muita pressão por parte de todos (sem exagero), resolveram voltar à tradição. Por tanto, o campeão mundial de F-1 de 2009 será o que tiver mais pontos.

Mas sem muita empolgação, pois a decisão é apenas para esta temporada. A FIA ainda cogita a possibilidade (ai ai ai...) do campeão da categoria ser decidido por vitórias em 2010.

Então: quase ufa!

PS: Para o Rubinho dá na mesma.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Injustificável

Que o árbitro do jogo entre Corinthians e Santos ontem no Pacaembu, pelo campeonato paulista foi um pouco infeliz foi. Mas daí querer culpá-lo pelo quebra que houve na arquibancada, é demais!

Se todos tivessem o simples ato do bom senso, e soubessem dividir as coisas, tais atitudes não seriam tomadas.

A verdade, é que, sempre esperam um vacilo do time adversário, do time de “coração”, do bandeirinha ou juíz para descontar a estúpidez com atos selvagens.

Perder é péssimo. Mas pior, é não saber lidar com uma derrota. Não ter postura de ser humano. E pior ainda, é ter como desculpa o erro ou erros do arbitro de uma partida de futebol, só para sair dando socos e ponta pés. Isso quando não temos facadas e tiros.

O clichê é: futebol é um espetáculo. Sim, sim!

Uma peça teatral também é um espetáculo. Imagina se ator esquece o texto? É motivo para quebrar o teatro e sair batendo em quem está na platéia?

Tudo bem que futebol envolve competição. Mas é importante lembrar que é uma competição que não pagará nossas contas no final do mês (exceto jogadores, jornalistas e gente do meio), e sim é para distrair, matar o tempo.

Sou Corinthiano fervoroso! (já disso isso em outros posts), porém não arrumo no futebol motivos para virar um vândalo (aliás, em coisa nenhuma tenho motivo para ser um. Fico puto às vezes, fico. O que faço então? Fico quietinho no meu quarto, e só saio quando tenho certeza que não vou ofender e discutir por uma simples arte, que é o futebol.

E se eu tiver no estádio? Estar no estádio também nã´é desculpa. Se não tiver com um espírito em dia. É só não ir ao estádio.

Conclusão: não há desculpa para vândalismo.

sábado, 21 de março de 2009

Convivência

Esta semana foi daquelas em que você fica feliz e triste. Tudo ao mesmo tempo. Quem ocasionou tal sensação, é a Clarice, ex copeira da rádio (Onda Sul Fm).

Eu sou daqueles que faz o inverso da coisa. Ao invés de aproximar dos “mais mais”, gosto de ficar com a galera da "bagunça. Aqueles que cantam pelos corredores da empresa, te chamam de apelido, te zoam um pouquinho, e lógico, uma zoadinha com alguém faz parte do requinte.

E para esse tipo de atividade, com quem mais tinha afinidade era com a Clarice. Conheço ela desde 2002. Ficamos mais próximos um ano depois, quando por acaso, comecei a namorar sua sobrinha e mesmo com o fim do relacionamento, não deixamos de nos falar.

A partir de 2006, quando saí da Nova Onda FM, rádio comunitária que fica no mesmo prédio da Onda Sul, aumentamos ainda mais o convívio. Porque ficava quase o dia todo na emissora, e viciado em café que sou, toda hora estava eu na copa para tomar o cafezinho da Clarice e bater um papinho com ela. E assim foi durante 2 anos.

Não posso deixar de destacar um episodio chato e ótimo que a Clarice me fez passar. Em 2007, mas precisamente no dia 28 de novembro. Eu estava tenso ao extremo. Primeiro porque o Corinthians (o blogueiro é corinthiano fervoroso) tinha um jogo decisivo contra o Vasco pelo campeonato brasileiro (o restante da história prefiro nem comentar... pode rir aí anti-corinthiano, eu sei que você gostou de ler isso) e segundo porque no outro dia era aniversário da minha namorada (na época, hoje ela já é ex) que por sinal também é corinthiana (e fervorosa!). E eu estava naquela ansiedade que homem que gosta sempre tem quanto ao presente que vai dar. Fica aquela coisa: "será que ela vai gostar"?

Pois bem, nesse dia senhorita Clarice (na verdade foi antes) meio que não explicou muito corretamente o que havia dito para ela em relação ao meu namoro. Resumindo: ela disse para não sei quem, e não sei quem contou para a minha namorada (hoje ex, repito) que namoraria até ir embora. Resumindo mais uma vez: discutimos, e eu muito nervoso, peguei uma caneta e um papel. Obrigado Clarice, se não fosse tal distorção de assunto, não teria escrito algo tão louco. Um poema daqueles, que até hoje olho e não acredito que eu que escrevi e agradeço Clariçoca pela contribuição sem querer. Só não publico aqui, pois ainda não registrei essa obra de arte (aí já exagerei também). E nessa história o “engraçado” é que quem acabou indo embora foi a minha ex. Vidinha malucona essa nossa!

Fiquei um pouco afastado dela, por um bom tempo não frenqüentei a copa para tomar um cafezinho. Mas passou. Tudo foi um mal entendido. Depois disso, nosso convívio ficou ainda melhor. Até mesmo no período em que tive fora da emissora (fevereiro a novembro de 2008).

Então deixa eu ir para a boa notícia, que é uma má notícia também. A boa é que a Clarice arrumou um emprego melhor. Vai ganhar mais e trabalhar menos (ela merece!), mas o ruim é que ela óbvio, deixou a rádio. E meu cafezinho na medida? E as prosas? E as bobeiras que falávamos? Com quem desabafar das minhas contas para pagar? E as bagunças do final de semana, para quem contar primeiro agora?

Sensação louca de felicidade e tristeza. Vi ela indo para seu novo emprego esta semana, e ela também foi na rádio falar um oi. Quanta alegria..., que vibração maluca. Xô egoísmo. Fiquei muito feliz vendo ela daquele jeito.

Mas agora ela vai ter que me agüentar pelo menos uma vez ao mês em sua casa, pois vou ter que tomar o cafezinho da Clarice.

Estendo um pouco o assunto convivência, porque lembrei da minha com o Éder Vinicius. Lá no comecinho de 2002, não nos suportávamos. Dois pirralhos com menos de 20 anos (eu nem 18 tinha) se esganando em palavras.

O tempo passou. Ainda bem! Hoje considero o Éder uma das melhores pessoas para se conviver. Tanto no trabalho quanto fora dele. É de uma prestação incrível. Precisou, ele da um jeitinho. Impressiona! Só quem realmente vive em seu dia-a-dia para entender o que falo. E pela competência, tanto pela música, quanto para o rádio, é uma figura rara em simplicidade. Diria Galvão Bueno: "quis o destino". É, ele quis (para quem acredita em destino, não é o meu caso) eu e Éder trabalhando juntos. Dividimos uma hora de programa na principal rádio sul mineira. Um desentendimento ali, outro aqui, o que é normal quando se busca o melhor. Mas a cada dia admiro mais o profissional e ser humano que ele é. Percebo que diariamente estamos mais entrosados, tamanha é a harmonia que rola entre nós dois (ficou meio suspeito isso, mas digo profissionalmente). Posso dizer que: torço e gosto muito desse cidadão. Minha mãe sempre me fala: "quem diria" e ri.

É interessante observar como uma boa convivência, seja ela com quem for, faz bem para gente. Aqui citei exemplos apenas de um dos meus trabalhos. Mas aí tem, faculdade, botecos, visinhos e por aí vai...

Boa sorte Clarice!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Vai Aqui Um Texto Que Fiz Em Homenagem a Mallu Magalhães Em Outubro Passado, Para o Blog Mistureba-Hibrida Que Voltará Em Breve.

EU ESTOU APAIXONADO

Ela cruzou em meus olhares auditivos não faz muito tempo.
Faminto por beleza e paz
Meu coração pulsou eficaz
E me apaixonei por ela!

Cultivei em tardes frias sua voz mansinha que acariciava meu espírito nem sempre sensível, acalmava minha alma assombrada e cantava para o meu infinito correr feliz.

Que coisa mais linda!
Pediu-me licença sem mesmo pedir. Só mesmo ela para conseguir tal feito.
Na mansidão de sua voz, cravar a beleza ímpia no meu peito.

E olhei sua foto.
Pude ver seu rosto angelical que intimida as nuvens do outono e as flores da primavera.
Rostinho que me faz ignorar o sol do verão e contemplar os dias românticos do inverno.

Eu a vi.
E ela me deixou Mallu... co
Com sua inocência real, tão verdadeira quanto o canto dos pássaros.
Eu a ouvi e a vi. E me apaixonei por ela.
Eu a ouço e a vejo. E eu estou apaixonado!

terça-feira, 17 de março de 2009

Fómula Nova (Prefiro a Velha)

O Conselho Mundial da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) surpreendeu o mundo da F-1. Em um surto inesperado até pelos mais loucos súditos da modalidade. O tal Conselho, simplesmente resolveu deixar para segundo plano, o número de pontos. Ou seja, o piloto que mais pontuar na temporada 2009, não será campeão.

Imagina se a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) resolve seguir o exemplo? Apesar quê, com um Ricardo Teixeira na presidência não é muito de duvidar.

Para 2009, o que vai importar será o número de vitórias. Os pontos terão seu valor sim. Mas somente em caso de empates no número de vitórias. Aí esse seria o critério para desempate. Resumindo a questão: eles inverteram o processo básico da coisa.

Sendo racional, eu já não curto a idéia. Pois o 2º e o 3º lugar vão perder significavelmente seus valores. A festa do pódio, um dos pontos mais vibrantes de um evento de F-1 perderá muito a graça.


E sendo patriota, aí eu perco o juízo. Exagerei um pouco, mas que é de indignar é. Só de lembrar que com essa nova regra, Felipe Massa seria campeão no ano passado, me dá impulsos de revolta.

Mas nesse caso, o meu patriotismo é menor que a razão e admiração pela categoria. Prejudicando ou não Massa, não consegui achar o lado positivo dessa nova regra.

Então em 2009, teremos um campeonato mundial de F-1 de vitórias corridas e não de pontos corridos.

Tem Ricardo Teixeira não só no futebol brasileiro, infelizmente.

domingo, 15 de março de 2009

Post Básico

De primeira mando um pedido de desculpas para você leitor deste blog. Injustiça a minha com a malucada que acessa o Vidrassa. Depois de um post reverenciando o considerável número de acessos por aqui, o relaxado dono deste blogoloide fica uma semana sem postar. Falta de compromisso imperdoável.

Ciente da situação. Prometo ao menos no meio de semana fazer alguma postagem. Mesmo se o tempo continuar curto.

Confirmação: estou devendo a informação do homem que teria levado alguns tiros na cara na cidade de Passos MG, do post “interior não tá tão “Carmo” 2. Segundo informações do jornalista Jonatan Marinho da Folha da Manhã (jornal passsense que cobre a região do sudoeste de Minas), o homem levou 5 tiros e um acertou a sua cara, mas sobreviveu.

Não querendo levar muito para o lado pessoal, mas já levando. A semana que passou foi “daquelas”. Destaque para a segunda, quando eu, Lúcil, Felipe e Jean, decidimos matar aula e ir beber em um café perto da facul. Mas o único a tomar um capuccino fôra Jean. O restante mandou cerveja mesmo. Depois de muitas filosofias, pagamos a conta e alguém deu a idéia de comprar uma garrafa com alguma bebida de dose.

Passamos então em um posto de gasolina e fomos até a área de conveniência do local e compramos a bendita. E aí filosofamos um pouquinho mais além que a sã conciência permite. Destaco também a conversa de minha mãe e papai, onde ouvi papito dizer que em Carmo do Rio Claro o carro que seu filhinho bateu, não tem concerto. O jeito é levá-lo para Passos. A coisa foi mais séria do que pensei. Falando nisso, amanhã completa um mês deste episódio de irresponsabilidade, que pode ser conferido no Post “sei lá” do dia 15 passado.

(Foto de sexta-feira. Jean e eu discutinhamos... discutinhamos... ixi, deu aminésia)
Queria uma imagem da segunda-feira, mas nem lembrei que existia foto no mundo. Apenas a mente de quem estava presente na ocasião terá os registros de um dia ou noite completamente anormal.)

Falando em destaque da semana, lo pansoide (Ronaldo), parece que começa a colocar cinzas quentes em minha língua. Mas ainda mantenho cautela, embora já comece a não duvidar muito do que ele vá fazer daqui pra frente.

Antes de encerrar, quero “dizer” que começarei a postar algumas crônicas minhas que estão engavetadas. E para quem quiser publicar algo no blog, pode mandar arquivos através do e-mail: vidrassa@gmail.com. Analisarei, e se gostar, publicarei feliz da vida.

E para encerrar, mais uma vez, agradeço aos inúmeros acessos que o blog vem tendo. É surpreendente quando entro aqui e vejo a quantidade de acessos diários e semanais. Muito obrigado!!! E se der continue indicando para mais pessoas o Vidrassa.

Beijuca na nuca!!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Fenomenal!

Fenomenal! Pode parecer exagero, às vezes nem parece, pois às vezes é. Mas além do brilho inexplicável do "fenômeno", o Vidrassa que está longe de alcançar o brilho de Ronaldo, vem em uma arrancada de craque.

O número de comentário no blog não empolga, é verdade. Só que com um pouco mais de 2 meses de blog, a repercussão me assusta e me deixa feliz.

Por motivos técnicos principalmente ou de tempo, ou de sabe se lá o quê, a galera não comenta. Confesso que fiquei meio chateado por um período com isso, pois eu não estava olhando onde fica contabilizado o número de pessoas que o acessam. Pensei: ninguém tá lendo o blog.

Pensamento equivocado. Nas últimas semanas o Vidrassa vem crescendo em acessos. Onde vou sempre há comentários de um ou outro texto. Faculdade, ouvintes da rádio (já adianto que nos próximos dias a Onda Sul FM estará com site novinho, já até tirei novas fotos para a galeria dos locutores), nos botecos, rua, orkut, msn e e-mails também.

É satisfatório o resultado, muito satisfatório. Como está sendo de satisfação ver Ronaldo em campo. E para minha sorte, com a camisa do time que torço desde 1993. Mesmo ano em que delirava com os Gols de Ronaldo no Cruzeiro.

Naquela época achava ele um fenômeno, diferente de todos. Diferença que seguiu no Psv, Barcelona e seleção brasileira. Depois para mim ficou normal em campo. Acho o termo fenômeno meio exagero para os dias de hoje. Agora é inegável que ele é um jogador, ser humano iluminado, isso é. E dependendo do ponto de vista, um ser iluminado pode ser um fenômeno, indo por esse lado, já me calo e rendo.

Só algo fenomenal mesmo para empatar um jogo nos acréscimos contra o maior rival do time que defende. Aí eu lembro da final da copa de 2002, onde o goleiro alemão não deixava passar nem ar (“exagerado, eu sou mesmo exagerado”), em chute meia boca de Rivaldo, ele bate roupa e a bola sobra nos pés de quem? Sem comentários. Isso depois de ser considerado um dos culpados na derrota da copa anterior para a França e de 2 anos antes quase ter parado de jogar futebol.

Dizem que o sol nasce para todos, mas para uns a lua cheia brilha bem mais intensamente. Chego achar que Ronaldo tem uma lua só para ele. Turbulências e mais turbulências, e no final das contas Ronaldo paga com juros as infelicidades que sempre o assombra.

Mesmo assim, insisto que devemos ir com calma. Até que a fenomenal história do ídolo mundial assassine o meu pedido de paciência.

Uma semana fenomenal para todos nós!

domingo, 8 de março de 2009

No Dia Internacional da Mulher, Teremos o maior Mulherengo do Futebol Em Campo

Pela 1a vez falarei de futebol por aqui. E o assunto? Sim, sim... Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrronaldinho (lo pançoide)!!!!

Quase postei algo na quarta sobre a estréia do "fenômeno" (não acho, mannnnnnnnns...), só que achei melhor evitar ao máximo o assunto.

Porem, mesmo sabendo que estou sendo mais um em escrever sobre o camisa 9 corinthiano, hoje é impossível não comentar tal fato.

Pois neste dia internacional da mulher Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrronaldo (lo pançoide) vai jogar contra o maior rival do Sport Club Corinthians Paulista, que é a Sociedade Esportiva Palmeiras (nossa, ninguém sabe disso).

RRRRRRRRRRonaldo não poderia jogar em um clássico desses num dia melhor. Pode ser pra ele aquela música famosa na voz de Martinho da Vila: “procurei em todas as mulheres a felicidade/ Mas eu não me encontrei e fiquei na saudade/ Foi começando bem, mas tudo teve um fim”.

Ele teve todas as mulheres, mas não foi feliz com nenhuma delas.

E como teve mulheres... dizem que ele foi até além. Prefiro não comentar.

Ele que inclusive tem como mãe de seu filho uma mulher corinthiana, a espertinha Milene Rodrigues. Também prefiro não comentar.

Vou deixar de lado essa coincidência de lado e falar um pouco sobre o jogo.

Eu entendo que Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrronaldo (lo pançoide) não é mais o mesmo, isso falava antes do Corinthians (que é o time do blogueiro aqui) fazer a contratação. Mas a cada dia que passa, me surpreendo e começo timidamente a acreditar que lo pançoide venha a ser de novo um artilheiro como foi nos clubes que passou, exceto Millan (não houve tempo para isso).

São torcedores de todos os times (menos flamenguistas, óbvio) falando e torcendo para que o maior artilheiro de todas as copas arrebente. Me impressiona o quanto o jogador é querido pelos brasileiros. Talvez por falta de um nome expressivo jogando aqui, mas acredito que seja pelo o que fez para o futebol brasuca.

Ronaldo popularizou ainda mais o nosso futebol mundo afora. É referência em todo planeta. E junto com essa referência vai a estampa do nome de nosso país. Isso sei falar na copa de 2002 (não preciso nem comentar). Aí alguém pode indagar: e a de 98? A resposta está na de 2002. Pronto.

E ele tenta novamente uma volta por cima. Assim como Nilmar em 2007 contra o próprio Palmeiras. E Nilmar não foi feliz. Em uma tentativa de arrancada, ja era. Bye bye Corinthians. Nilmar hoje está no Inter, e bem. Pensando nesse jogo de 2 anos atrás eu e meu camarada Rrrrrrrrrrrrrrrrrrnaldo (ele tem o nome do lo pançoide, não só o nome, a pança também) não assistiremos o jogo juntos. Viva a superstição!!

O clássico que sempre foi tão falado em terras “brazilis”, neste domingo será o assunto do planeta. Nem Milan e Inter, nem Barça e Real, muito menos Ajax e Psv.

O mundo quer mesmo é ver Timão e Verdão. O mundo quer ver o estádio em Presidente Prudente lotado e gritando o nome de Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrnalllllllllllldoooooooooo. O mundo quer o Corinthians de Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrnaldo e Palmeiras, o adversário do craque.

O mundo quer ver Ronaldo "o fenômeno" (eles dizem, não acho), fazendo gol e sorrindo como sempre fez.

O futebol brasileiro necessita ter Ronaldo outra vez.

Vale a torcida, mas vamos com calma na impolgação.


Muita calma aliás

sábado, 7 de março de 2009

Interior Não Tá Tão "carmo" 2

Volto a relatar aqui no Vidrassa sobre essa mania de muitos, principalmente o pessoal das metrópoles de acharem que cidade pequena é a santa paz.

Tudo bem que as coisas nas “cidadezinhas” acontecem de forma menos volumosa (quis dizer: em números inferiores as grandes cidades). Mas elas acontecem, ao contrário do que os habitantes das “cidadezonas” (sem conotação e com todo respeito) pensam.

Já relatei neste blog uma passagem ocorrida em Carmo do Rio Claro MG, (cidade onde moro e com pouco mais de 20.000 habitantes), lembro que aproveitei o gancho e falei de uma outra em Alterosa MG. E outros muitos fatos de violência aconteceram nos últimos dez anos. Uma vez por mês ao menos, contarei essas tristes histórias aqui para tentar convencer aos que ainda insistem que não há violência em cidades pequetitas.

No último domingo (01/03/09) foi assassinado na “tranqüila” Carmo do Rio Claro um homem de 60 anos. Popularíssimo, Lino da Madereira como era conhecido, sofreu um corte profundo no pescoço ocasionado por uma garrafada dada por um outro homem, que segundo fontes, foi encontrado e preso ontem na delegacia da cidade.

Veja matéria do Expresso. Repare (muito fácil de ver) que o tráfico por essas bandas também tá que tá.


Recebi a informação que um cidadão foi brutalmente morto ontem em Passos MG, cidade com uns 100.000 habitantes (pequena perto de uma metrópole) e a uns 70 km apenas de Carmo do Rio Claro. Mas ainda não tenho certeza do fato. Estou correndo atrás de informações. Assim que desfechada a história postarei aqui o que deu no final. Para isso peço “carma”.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Já se Foram 13 Anos


(foto extraída do link: http://letras.terra.com.br/mamonas-assassinas/fotos/foto_1925.html)

Talvez já tenha torrado o “saquitio” falar da morte do grupo Mamonas Assassinas todo dia dois de março de todo ano. Só vou falar porque é o primeiro ano que estou com um blog. E quero passar para os mais jovens (não que estou velho), mas é que mesmo criança em 96 vivi o drama daquele domingo do terceiro dia do mês 3 daquele ano.
Meu pai disse: “ a mulher do mercado falou que o avião dos Mamomas caiu e todo mundo morreu”.

Eu não acreditei, óbvio que não. Embora muito assustado e já em dúvida.

Na época tínhamos um fusquinha branco 78, e estávamos saindo de Alterosa M.G, para a casa da minha vó aqui em Carmo do Rio Claro. Eita viagem angustiante.

Eu pensava não querendo que aquilo fosse verdade: “será que é verdade”?, “Não, não isso é mentira”, “eles fazem muito sucesso para isso acontecer”.

Santa inocência. Quem falou que sucesso não deixa as pessoas morrerem? Coisa de criança inocente e fanática. E eu era, e muito!

Chegamos depois de umas duas horas de viagem na casa da minha vó. Isso porque de Alterosa até Carmo não são mais de 40 km. Mas também com um fusquinha 78 dirigido pelo meu pai tendo ao lado minha mãe, até que foi rápido.

Desço da nossa “ferrari” branca e já entro na casa falando: “falaram que os Mamonas morreram em um acidente de avião”. Todos riram. “Mentira, eu não ouvi falar nada”, “o povo fala mesmo”, “vamos ligar a televisão pra ver se fala algumas coisa”.

Estava passando um jogo de vôlei de areia. Adriana e Mônica (lendária dupla desse esporte) se eu não me engano era as duas mesmo. E contra uma dupla americana.

Porra, fudeu...

Cléber Machado aproveita o intervalo do jogo e fala: “vamos agora saber mais informações sobre o acidente que matou todos os integrantes do grupo Mamonas Assassinas”. Foi mais ou menos isso. Baixo astral na cara de todos ali presentes. Era verdade. Os Mamonas tinham acabado.

Domingo tedioso, estranho, feio e sei lá mais o que de ruim. O almoço não teve gosto, não matou a fome. O sorvete tava aguado e não refrescava. E remédio nenhum curou minha dor de cabeça que foi até madrugada de segunda.

Insônia daquelas assombrosas. A imagem do Dinho (vocalista) e suas palhaçadas não saiam da minha cachola.

Foi marcante tal fato. Nem a morte do Senna, a derrota para a França em 98 foram tão sentidas por mim.

E lá se foram 13 anos. Eu aposto que o grupo não estaria mais na mídia. Talvez fizesse sucesso meio que a lá Los Hermanos (só com os fiéis), mas não garanto isso. A verdade é que o desaparecimento de um fenômeno tão repentino choca violentamente quem vive aquele momento de auge de algum artista.

Denner (jogador de futebolem 94), Cássia Éller em 20001, João Paulo em 97 (não curtia, mas era muito sucesso no meio sertanejo), Leandro 98 (a única dupla sertaneja que realmente gostei), também senti um pouco, pois marcou minha infância. Mas nada comparado ao que senti com o acidente que deu fim aos Mamonas Assassinas.

Musicalmente o estilo do quinteto de Guarulhos não tem nada a ver com o que aprendi a ouvir nesses anos. Mas se não tivessem existido eu não teria para contar aos meus filhos e netos nada de especial e difrente que foi tal fenômeno. Só quem viveu essa época é capaz de entender o que digo.

Aí o link onde a banda se apresenta do Domingão do Faustão
http://www.youtube.com/watch?v=h64zkgbEkQA

Lembrando que o acidente ocorreu na noite do dia 2 de março, Por volta de 23:30h.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Feliz 2009 de Verdade

Sim! O ano começa agora para a maioria dos brazucas. Acho que me incluo nessa lista.

Dessa vez não estou em casa. Estou em uma lan de um terminal rodoviário onde espero o ônibus para chegar em meu lar (sempre quis postar no blog de um lugar assim). Tenho menos de quinze minutos para escrever algo aqui para a página.

Deu uma saudade do carrinho agora. Eu realmente "disse em um dos posts que não ligaria mais para um pedaço de lata e ferro. Mas também não "disse" que depender dos outros é algo que me deixa feliz. Mais de uma hora e meia esperando o bendito ônibus.

Taxi nem pensar. Esperar é ruim, gastar din din com um taxi na primeira quarta-feira pós carnaval, é pior ainda.

Assim que tiver o tempo tão desejado nos últimos meses, vou despejar coisas por aqui. Mas por enquanto passo mais uma vez aqui para não deixar você leitor do blog totalmente em vão.

Passei mesmo para desejar um feliz 2009! Agora é 2009 de verdade!!

E o meu carnval? Conto depois. Meu tempo já está acabando.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Deixa eu "Conta"

Opa!

Rapidamente passo por aqui para não deixar este bloguito tão desatualizado como estava ficando.

Correria, muita correria. Ainda falam que vida de interior é tranqüila. Talvez se nós do interior não tivéssemos que mexer com bancos (ai ai... paciência), seria mesmo. Acabei de chegar de um. Fecha tal conta, abre tal conta, mantém aquela conta. E lógico, pague aquela conta.

Falando nisso, maldita conta de telefone celular. Erraram na contagem dos minutos que eu tinha na minha linha e veio um absurdo. Eu ligo, eu ligo, eu ligo. E óbvio, eles não atendem. Quando milagrosamente consigo falar com um dos atendentes (malditos, maneirem no gerúndio) o cidadão me fala: “não podemos estar atendendo agora. Nosso sistema só estará retornando daqui uma hora para que a gente possa estar atendendo”.

Eu mereço...

E o carro que bati no domingo? O mecânico vem hoje para fazer o orçamento. Ou seja, mais conta.

Agora, enfim, uma conta boa. Faltam 3 dias para o carnaval começar.

Ah! Não contei, então vou contar: a operadora que fez besteira na minha conta é a “oi”.

Se corrigida a lambança, contarei que eles tiveram bom senso em concertarem o erro.

Erro que é gravíssimo para minha... conta bancária.

Ainda volto antes do carnaval por aqui, pra "contá" mais coisas.

Beijuca na nuca!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Sei lá...

Nem sei... não sei! Sei lá...

Estava tudo na minha cacholinha para fazer um post sobre a sacada espetacular dos compositores de: "tchau, i have to go now e beijar na boca".

Mas tem dia que acontece tudo ao contrário do que se imagina, e já era planos.

Na madrugada, quando levava um amigo para casa (o Marinho, camarada pra caralho, sócio de Bloco Kafofo) quase beijo o poste. Por sorte só raspei na beira do passeio. Suficiente para amassar o lado e arranar algumas parafernalhas da frente do carro. Na hora foi desespero. Assim que acordei, vi que foi alguma mão do bem que fez o estrago no automóvel. Dinheiro está faltando, é verdade. Mas isso é detalhe (quem diria eu falando isso). Antes um pedaço de lata amassado, do que eu ou meu amigo “rebentados” ou sem vida.

Já falei para meu papito. O velho (amo, amo, amo, amo!!!) estava no quintalzinho mexendo nas plantinhas (aproveitei que minha mamacita fôra na padaria) e cheguei já falando. Para variar, ele só falou por dentro. Tipo: “esquece o carro agora, tão cedo tu vai guiar". Manteve se calmo. Como sempre, sempre, sempre (eita homem que passa traquilidade).

Mamãe ainda não sabe. Quando souber vai falar um pouquinho muito, muito muito. Ai ai ai... se preparem ouvidinhos.

Dizem: mãe é mãe. Sim! Olha o que ela acaba de dar para eu ler.



Ela fez de propósito. Dona Maria do Carmo sabe que eu não levo muito a sério esses lances de religião. Estou chocado. E ela sente que algo aconteceu. Mas tamanha é sua fé e imenso é seu controle espiritual que já agradece a Deus pela vida do seu filho que continua.

Volto ao começo do texto. Dane-se a merda daquela lataria do carro que saí de casa. Qualquer 700 ou 800 mangos paga essa merda. Puta aparência. Status, média, pressão para as menininhas. Que se ferre isso. Vou andar a pé mesmo. Sou gente do mesmo jeito.

Não é de bobeira tanta compreensão.

Há pucos minutos, recebo da minha própria mamacita a notícia de que uma Bel da Avenida morreu (o padre falou na igreja, mas não deu certeza). Liguei para meu primo Juliano (ele mora na avenida). E ele confirmou o falecimento da “Bebel”.

Serei sincero. Se ela não morre, talvez (certeza!) nem falaria dela aqui. Mas que trágica coincidência. Justo quando eu também me envolvo em algo de quatro rodas. A diferença? Estou aqui contando uma estória real. Ela não. A mesma sorte que eu, a “Bebel” não teve.

Nem 23 anos. Nem nada. Nem um quarto de vida.

Msn aberto. A galera da cidade (Carmo do Rio Claro MG, só fala nisso). Todo mundo parece mais compreensível um com outro. É um pedaço da gente que se vai. Pela idade parecida, todos sentem em maior proporção. Principalmente quem conviveu com ela.

Foi uma das primeiras pessoas que conversei quando cheguei na cidade. Fazia muito tempo que não a via (e vai ficar fazendo). Lembro de uma vez que estava indo para Alterosa MG e fomos conversando. Ela estava indo para Alfenas. Isso tem 3 anos e meio. A última longa conversa nossa.

Lembranças do Arca da Aliança, o grupo de jovem que frequentavámos. Toda quinta e principalmente domingo estávamos lá. Missa, depois uma volta na praça.

São paulina? Como toda mulher que quer ser chique, cisma em torcer para o tricolor do Morumbi. Mas não entendia bulhufas de futebol e nem do são paulo.

Van... Van.... “para com isso Van”. Porra, caralho, merda. Ela, foi uma das primeiras, se não a primeira a me chamar de Van. E eu gosto que me chamem de Van. Vem a voz meio rouca nos meus tímpanos dela me chamando de “Van”.

Porra, merda, caralho. Desculpa. Tenho que desabafar.

E ontem, estava animando um grito de carnval. E o cara da festa falou: para de falar caralho. Disse para ele: confia em mim.

Mas um cara que só estava curtindo a festa disse a mesma coisa. Pensei: não deve estar legal mesmo. Era sinal de que eu não estava bem. Anormal. Muito alterado. Querendo fazer tudo em uma só noite.

Estou vivo. Mais uma chance foi me dada.

No msn agora a Ludmila de Alfenas me aconselha. Conheço a Lud desde 2005. Ficamos um tempo sem trocar idéias. Acaso ou sorte minha, justo agora a gente volta a se falar.

É bom ter psicóloga 0800. É bom ter pessoas que realmente gostam de você. Que preocupam com você. Vejo que preciso me controlar. Tenho mãe e pai. Tenho que pensar neles. Tenho eu, dentro e fora de mim. Tenho que pensar mais em mim.

Será que toda felicidade durande a semana era artificial? Acho que sim. Acho que não. Sei lá...

E esse vento que bate na minha cara. Esse frio que gela meu corpo.

Preciso esquentar minhas idéias.

Te amo vida! Te detesto aparência, status, média...

Pessoas que realmente gostam de mim, ajudem-me. Eu preciso de AJUDA.

Espero voltar antes do carnaval para falar do mercado fonográfico carnavalesco.

Esqueci minha blusa (presente do Ronaldo) no “camarote” da festa que estava. Foda-se. É só um pedaço de pano que perdi. Eu estou vivo!

Obrigado Deus!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Há Quanto Tempo...

Nem lembrava mais a última vez em que passei um dia tão bem. Coisa, sei lá, de uns 3 ou 4 meses atrás. Sendo otimista. Mas lembrei agora de um sábado (o dia que o Coringão voltou) e no domingo daquele fim de semana. Esses foram dias maravilhosos. Mas depois... ai ai ai.

Comecei uma semana leve. E justo na que eu achei que fosse ser a mais difícil (até agora só tranqüilidade).

Aproveito então e dou uma dica para você fazer o seu dia no mínimo bom: levante e não pense em nenhum problema de cara; saia com a intenção de falar oi para todos que passarem perto de você (principalmente os velhinhos, que sinceridade e bondade que eles transmitem em um oi); se ver uma criança daquelas bochechudas, pare, aperte a bochecha dela e pergunte o nome (eu conheci a Lídia, coisa mais fofa!); admire qualquer coisa que seus olhos verem. Se eles enxergarem algo desagradável, tire como exemplo e “veja” como é preciso se valorizar com que tem e o que é. Tudo tão simples na sua vida, e aí perdendo tempo lamentando coisas inúteis. Enquanto, por exemplo, idosos já perto de deixarem tudo que fizeram até aqui, estão sempre sorrindo, felizes e com um espírito limpo.

Parece auto-ajuda, e é! Tente fazer isso. Acha que é casacata do blogueiro? Sinto muito então. Fique aí perdendo tempo e chance de ser feliz, de se sentir bem.

Há quanto tempo, não sentia tesão em estar trancado em estúdio de rádio? Há muito.
Ontem eu senti. Respirei rádio, depois de muito, mas muito tempo. Correria, pra lá, pra cá. “A promoção vai entrar no ar no seu horário”, “testa essa trilha aqui”, “grava uma chamada aí”, “ o que você acha disso aqui”?.

Idéias, eu dei idéias. Sugeri, dei sugestões (ainda meio timidamente, mas opinei).
Brinquei no ar com meus próprios problemas, tudo para tentar arrancar um sorriso do ouvinte.

É importante ressaltar: para o dia ser feliz conviva com pessoas de levada firme. Aquelas que sorriem pela simplicidade de um olhar.

Marília e Carlinha (essas duas são fodonas), Jean, André, Jane, Danilo, Pedro (tirou uma da minha cara dizendo que sexta tinha um seminário de economia para eu apresentar, só porque matei a aula e fui tomar uma cervejita com o pessoal das contábeis na sexta passada. Rendeu por alguns minutos boas risadas essa mentira do bem), Amauri (a risada fatal!), Marcinho (piadinhas toscas, de tão ruins você acaba rindo), Marinho e Daltinho (meus parceiros de Bloco Kafofo e otimistas ao extremo), Valter (extra terrestre, só pode) e segue fluxo.

Talvez um dia eu escreva o perfil de cada um aqui, para que entenda melhor o motivo em que passei um dia tão pra cima. Pessoas que dão risada delas próprias e que te fazem bem quando estão ou não do seu lado. Se longe, basta lembrar de cada um com seus “desajeitos” e pronto. É só ficar bem!

Espero voltar em breve neste blog. Mas o meu computador está com os mesmos sintomas da ultima vez. Ou seja, ele pode a qualquer momento dar um piripaque. Só tenho medo do preço (carnaval chegando, gastar com coisas imprevistas agora é dose, e nem é dose de goró). Pois dessa vez os arquivos estão todos salvos em um e-mail.

“A vida continua e se entregar é uma bobagem”. Eita Renato Russo que frase excelente! Pena que você mesmo não a seguiu. Só Lamento. Eu a seguirei.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Pedi e Ganhei

Desde terça sem postar aqui. E o pior: sem inspiração para fazer um post neste domingo de verão.
Mas uma conversa no msn meu salvou.

Teclando com a Fernanda de Alfenas, pedi a ela uma luz para postar no blog.

E não é que ela me deu?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Eu Sou um BUNDÃO ?!?!?

Ouvi isso de duas “pessoas” ontem na faculdade. O motivo? Disse que a turma de jornalismo do 3º período não iria (e não vai mesmo!) passar trote nos que estão entrando (não gosto do termo bicho).

Vou aproveitar e colocar uma parte de um texto do meu colega de classe Lucil postado em um de seus blogs(http://blog.myspace.com/sadyoungman)no final do ano passado, que fala por mim.

“A Faculdade às vezes me sufoca. É algo paradoxal: em um lugar onde, supostamente, dever-se-ia encontrar erudição, pessoas com um mínimo de bom senso e conhecimento, só se encontram os idiotas. Opa! Não estou generalizando aqui! Eu falo da ''maior parte da imensa, enorme'' maioria”.

Infelizmente, infelizmente mesmo! Tenho que concordar com ele. Não estou aqui para jurar amor às coisas corretas da vida. Longe disso, bem longe. Apenas acho que certas coisas são inúteis demais. Você (e com certeza muitos outros)já ser chamado de bundão só pelo motivo de não passar trote na turma iniciante do seu curso, é de deprimir o bom senso.

Não vou estender muito o assunto, pois com infelicidade tamanha, devo voltar aqui para falar sobre os trotes (ridículo) no Brasil afora.

Assinado: BUNDÃO (o cara que é contra trotes)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

100% Sem Férias

Fim de férias da facul. Foram dois meses sem stress didaticamente falando. Pois outras tantas atividades me tiraram o humor durante o período de descanso da faculdade.

Não arrumei o meu quarto como queria, não subi a Serra da Tormenta para refletir, escrever e tirar fotos, não assisti os filmes que queria e não li os 5 livros que havia planejado ler durante o período de descanso escolar.



É sempre assim. Um monte de planos, e vou realizá-los só mesmo quando está tudo acumulado. Livros teóricos para fazer trabalhos, filmes obrigatórios a assistir para alguma atividade na classe. Aí bate aquela vontade de ler uma obra literária, de assistir algum clássico do cinema, idéias de fotos extraordinárias e mil coisas aparecem no cérebro para algum texto ou poesia. Até melodia aparece nessas horas.

Com certeza você que está lendo este post, passa ou já passou pela mesma situação. Vários planos quando não dá para colocá-los em prática. E assim que é possível, não os realizamos.

Mesmo assim, fiz até bastante coisas de proveito nesses dois meses. Deu para curtir um pouco os colegas e amigos. Mas ainda estou sonhando com as férias perfeitas. Sem trabalho, sem negócios paralelos ao trampo, e sem estudos. Lógico, tudo isso com uma grana considerável no bolso. Eu chego lá!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Interior Não Tá Tão "carmo" 1

“Já há um bom tempo, venho percebendo que essa história de que cidade do interior é sossegada, não é preciso pressa e o sono é tranqüilo. É mais um estereótipo.” Parte do texto “Sobre o Tempo” que postei domingo do último dia 11.

Não vou empolgar e dar-me a denominação de um profeta. Nem precisa. Basta viver o interior intensamente. E com os olhos espalhados para todos os lados, das ditas pacatas cidades, que verá que nelas também existem infernos, com diabos e capatazes.

Madrugada do dia 16 para o dia 17. Férias rolando, turistas circulam pelas ruas como se tivessem no jardim de suas casas, tamanha é a confiança e certeza de que na cidade pequena é tudo tranqüilo. Assalto, tiro, gente desleal, mal educada e de confusão, isso não existe a não ser nas grandes cidades. Não existia! Pois agora existe! Ainda com uma intensidade bem menor do que nos grandes centros, mas um pouquinho do fogo do inferno já começa a queimar nas pequeninas e “calmas” zonas urbanas.

Eu, e mais 2 amigos tomávamos uma cervejinha habitual de sexta-feira em um bar na principal rua de Carmo do Rio Claro. Trocávamos idéias sobre futebol, música, carnaval, mulheres, e já combinávamos o que fazer no sábado à noite. Coisas corriqueiras de quando se tomas umas geladas. E em um bar ao lado, o ambiente começava a esquentar. A música que tocava por lá era “carinhosamente” propícia para que desentendimentos acontecessem.

Um empurrão, outro, depois mais um. A atenção de quem estava por perto já começa a ser acionada. Eu, mesmo um pouco longe da confusão que começava, me mantive mais atento ainda. Pois pelo jeito que a coisa caminhava, a bola de neve estava no pico. Era só descer rolando.

Puta quebra pau! A discussão que iniciou por causa de um dvd (fui atrás depois para o motivo que ocasionou tal fato, e descobri que foi por um dvd) entre 2 caras, acabou em uma pancadaria entre uns 30 homens, com mulheres entrando no meio (berros e choro agudíssimos), e sangue espalhado na rua. Cadeiras começam a ser armas, e nessa hora a direção do bar onde eu e meus amigos estávamos fecha todas as portas do estabelecimento temendo que a pancadaria entrasse recinto adentro.

Nenhum um tiro, é verdade! Mas para uma cidade de interior onde se imagina só a tranqüilidade e que há 15 anos esse tipo de situação era inimaginável. Hora de acionar os alarmes.

Jamais esquecerei a cena. O bar lotado, um calor daqueles, e todos ali, enjaulados e espantados com o acontecimento. No momento pensei em tirar uma foto para mostrar a cara de espanto de todos. Mas achei melhor não. Pois nenhuma imagem retrataria melhor a situação que você possa imaginar o que se passava ali. Para quem estava no local então? Um retrato que sempre a mente revelará. Alguém comentou: “nunca imaginei passar por isso aqui”. Todos que ouviram concordaram.

Lembrei de 2007 quando eu e esses mesmos 2 amigos saímos de Alterosa (cidade vizinha e menor que Carmo do Rio Claro) escoltados pela galera do bem daquela cidade. Não esqueço a cena de mais ou menos uns 15 carinhas vindo pra cima de mim aos chutes. Incorporei um Robinho no improviso, pedalei e saí de todos. Milagre!!!!! Se não, não estaria aqui para contar esta história. Tamanha surra que levaria.

Aconteceu comigo. Aconteceu com conhecidos. Aconteceu com muita gente. Situações constrangedoras e perigosas em cidades consideradas pequenas e tranqüilas.

Esqueça de uma vez, e pare de confiar no estereótipo criado para deixar as cidadezinhas inocentes. Há violência no interior sim! Por enquanto dá para ir levando. Se providências não forem tomadas. Aí não vai dar para ficar, por exemplo: “carmo” em Carmo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Inimigos do HD

Qualquer semelhança com o nome da banda Inimigos da HP é mera coincidência. Assim que o meu antigo HD deu parada cardíaca e se foi, logo lembrei de um monte de conhecidos que passaram pela mesma situação minha. É um desespero só. Fotos de momentos marcantes para você, textos de autores que você gosta, e aquele tantão de músicas. Só restando então, lamentações e revolta pelos arquivos perdidos.

Mas esquecerei o que perdi, não tem mais jeito mesmo. Mas que virei um inimigo do meu antigo, isso virei!

Hora de recomeçar. Assim como no mundo virtual, o meu real também está um pouco mais limpo, quase zerado para começar em certas coisas. Trilhos diferentes e necessários. Chega de esperança, de se iludir com o que não tem mais jeito (pelo menos agora), de estender a mão para quem te engana sorrindo e depois ri na sua cara após te dar um bolo recheado de sacanagem acompanhado de alguns copos de cerveja.

Mau, jamais serei. Mas dar minha carinha para zombar não mais, e deixar meu coração ser pisoteado, também não! Digamos que em certas situações não vou me envolver, serei neutro para não sofrer no final. Preciso em certos momentos diminuir a temperatura dos meus sentimentos.

Estas foram algumas das coisas que aconteceram por esses dias que fiquei sem postar.
Bem pessoal aliás, mas prometo que os próximos posts serão de total interesse de você blogueiro.

Dou aqui uma pista sobre o que comentarei no próximo. É a respeito de um dos pontos abordados por mim neste mesmo blog, no texto “Sobre o Tempo”, onde falo dos estereótipos criados em relação às cidades pequenas. É para assustar os que acreditam que as cidadezinhas são paraísos da tranqüilidade.

Até lá!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Blog Desatualizado, Mas Não Sou EU o Culpado!

Não faz muito tempo que este blog se encontra em abandono pelo dono. Porém o senhor aqui disse que sempre ou quase sempre o atualizaria. E cinco dias não é quase sempre, e muito menos sempre. Muitas coisas acontecem e aconteceram nesse período. Fatos que contarei assim que meu HD chegar. O antigo coração de meu computador, já era. Este é o motivo no qual fiquei afastado do Vidrassa.

Agradeço ao Cassinho que liberou sua máquina para que eu justificasse a você “vidrasseiro” minha ausência.

E se você gosta de rir da desgraça alheia, pode começar a gargalhar. Pois com o falecimento do meu antigo HD; perdi todos os arquivos que lá estavam. Inclusive as fotos do Cassinho capotado após o show da Claudinha Leitte em 15 de novembro do ano que passou.

Neste momento o Cassinho ri; e suspira aliviado.

Sorte a dele!

Azar de quem não viu as fotos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Para Relembrar

Há nove anos acordei estranho
Com calor, sufoco e esperança
Há pouco tempo tinha deixado de ser criança
O mundo era o que queria
Angústia, fome, tudo isso passei
Superstição nobre rumo á alegria

Quatorze de janeiro
O ano era dois mil
E o mais novo dono do mundo
Era do Brasil
Era meu, era da nação popular
Era do Corinthians
Era de corações súditos
Ó Pátria amada preta e branca
Eu lembro do planeta aos seus pés se curvar

Chorei todas as lágrimas
Que estavam guardadas até aquele instante
Lembrei de 93, quando comecei a minha saga por TI
Eram derrotas e chacotas de alguns adversários
Mas que jamais fizeram-me desistir
De um amor sincero e eterno
Que coloca a infidelidade queimando no inferno

Há nove anos vi VOCÊ
Dar-me o mundo e a felicidade
Há nove anos vi VOCÊ
Fazer explodir milhões de corações especiais
Há nove anos vi VOCÊ CORINTHIANS
Cravando sua história no reino dos imortais!




Não é a intenção provocar nenhum torcedor de outra equipe. Esta humilde homenagem é para relatar o que vivi naquele 14 de janeiro de 2000 histórico para os Corinthianos.
Estendo também aqui a homenagem a todos os times já campeões mundiais. Mas como o dono deste blog respira Corinthians, não poderia jamais deixar de registrar o sentimento que tal data proporciona a ele.

Saudações Corinthianas!!!!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Sobre o Tempo

“Tempo tempo mano velho
Falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio”

Durante os dias da semana que passou lembrei deste trecho da música do Patu Fú (a letra é do John, guitarrista da banda). Fiquei imaginando quando vou tirar férias de tudo. Faculdade, trabalho, projetos e até sonhos (sonhar também cansa). Última vez que isso aconteceu comigo foi em setembro de 2007. Um mês, sem fazer e pensar em absolutamente nada. Pena que foi em um mês meio vago, mas o importante foi não se preocupar com nadinha. Mas como nem tudo são flores, já diz o ditado. No mês seguinte tinha uma grande micareta para ir (não é meu estilo de som favorito, nem ouço em casa normalmente, mas me atraí de um jeito que não sei explicar. Adoro micaretas!), nem curti o dinheiro para uma viagem. Por isso acabei ficando em casa.

Viagens, praias, dinheiro de sobra. Quando? Será? “Tempo tempo mano velho. Falta um tanto ainda eu sei. Pra você correr macio”.

Partindo disso, entro em uma outra questão. Já há um bom tempo, venho percebendo que essa historia de que cidade do interior é sossegada, não é preciso pressa e o sono é tranqüilo. É mais um estereótipo. Falo por mim, pelos meus pais e pelos conhecidos. Já cheguei ficar uma semana sem ver meu pai. Quando ele saía, eu estava dormindo e vice versa. Uma loucura!

Talvez se pense assim, pelo fato de nós do interior, não termos um transito infernal como de São Paulo, por exemplo. Ou de ainda não nos preocuparmos com a violência (embora, infelizmente a situação já não esteja tão confortável mais) e de não ter caído ainda à ficha da tal concorrência. Mas eu já estou com os olhos abertos para todas essas realidades da cidade grande. O transito é ainda o que menos me preocupa. Mas violência e concorrência me assombram. Pra essas já peguei minha armadura para defender-me.

Então, visão diferente para cidades do interior. Por enquanto, tranqüilidade só no trânsito. Porque nos negócios a correria é digna de metrópole.

Em tempo: acabei de lembrar. Dia 12 de janeiro, Nando Reis (gênio!) faz aniversário. Lembrei do 1º cd solo dele, intitulado com o nome da data de seu niver. Um álbum muito bom de se ouvir. Sempre que o ouço, me sinto mais família, sinto necessidade de sair na rua e admirar o universo de uma maneira sensata.

Mas ultimamente a obra de arte do ruivo barbudo que guia minha vida é Sutilmente. Parceria dele com Samuel Rosa. A música é a faixa 8 do cd Estandarte do Skank e conta com mais 3 músicas de José Fernando Gomes dos Reis. São elas: Pára-Raio, Ainda gosto dela e Renascença. Todas em parcerias com Samuca.

Brindo você com a belíssima letra de Sutilmente.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Não Estou Com Tempo Para Pensar em um Título Melhor (lendo o texto você entenderá o motivo)

Realmente a ocupação é um grande remédio para tirar as nóias da cabeça. E do coração também. Percebo isso, quando fico por alguns segundos ou míseros minutos sem ter o que fazer (está sendo raro, ainda bem!). Quando ocupado, o stress é tanto que nem lembro do lado sentimental e quando desocupado, vem sempre uma lembrancinha ou outra.

Ontem foi um desses dias que você nem lembra de beber água ou ir até o banheiro. Fiquei em casa menos de 3 horas. E o tempinho que fiquei foi para terminar um projeto de Carnaval do Bloco do Kafofo (Carmo do Rio Claro MG). Depois às pressas saí para a sede do Bloco para mais umas 4 horas de reunião, lógico na parte final dela, rolou uma carninha com uma cervejita para dar uma relaxada.

Pois é, “e lá se foi mais um dia” (trechos de Clube da Esquina II de Márcio Borges). Exausto, cheguei em casa, e fui direto para cama já imaginando a correria que seria o próximo dia.

Confesso que sou fã dos psicólogos, mas a melhor psicologia é a ocupação. É ter o que fazer, é trabalhar a cabeça ao máximo com as obrigações.

Boas e muitas ocupações para nós todos!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

As Mudanças...

Para não contrariar os clichês, um feliz ano novo!!
Pronto, agora é hora de seguir sem se acomodar com o fácil.

Prefeituras de todo Brasil com mudanças, novas perspectivas, até mesmo aquelas que tiveram reeleição. Talvez nessas o perigo seja maior, pois dar continuidade em algo nem sempre é tarefa simples. Sem falar na questão de como confiar em quem fica por muito tempo no poder. Acomodação, vingança, diversão e por aí vai. Quanto aos inéditos, à expectativa é saber se cumprirão tudo o que falaram em suas campanhas.

Acompanhei muitas campanhas em todo país durante 3 meses (estava trabalhando em uma e queria ver as "tendências” do marketing político) e o que tinha de promessa, era coisa para deixar o rei dos pessimistas mais otimista do que argentino quando joga contra o Brasil. Torço mesmo, para que ao menos metade dessas promessitas sejam cumpridas.

Sim! Vou falar. Trabalhei para uma candidata a prefeita e ela ganhou no voto. Veio poucos dias depois perder na justiça (não entrarei em detalhes sobre isso, pois na parte jurídica fico devendo conhecimento, por enquanto) e acabou não assumindo. Mas meu trabalhinho foi feito (e muito bem!) junto com uma equipe esforçada. Agora volto a ser um cidadão e independentemente de quem esteja conduzindo a cidade quero mais é que faça do município digno de seus habitantes. Não sou desses que respira campanha política 4 anos seguidos e 24 horas por dia (até porque nem tempo para isso tenho). Penso sempre que apesar de defender uma empresa, uma marca ou um político por determinado tempo, sou um cidadão e tenho família e amigos. Então a não ser nas horas em que ganho para isso (no caso durante a campanha) não discuto e defendo ninguém. Pode parecer média, mas sempre torço para o político que for administrar que faça um trabalho excelente.

Deixe-me ir ao ponto. Espero que todas as prefeituras do país, a partir deste ano comecem a fazer aquilo que pregaram em suas campanhas. Que os prefeitos não fujam do povo (porque na hora de pedir o votinho, o povo até manda), que os vereadores também honrem suas promessas de que irão fiscalizar e votar para projetos importantes para a população. E o mais importante. Que nós não fingiremos que está tudo bem.

Tenho muita coisa para falar, mas o assunto ficará cansativo. A acho que o que escrevi até aqui, resume bem.

Sorte e decência aos novos e reeleitos políticos brasileiros.

E muita sorte e paciência para nós populares.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008 ("o que não aconteceu")

Todo ano na mídia é sempre a mesma coisa. Desgraças, momentos emocionantes no esporte, bizarrices de famosos e políticos.

Resolvi mudar um pouco. Quero fazer uma retrospectiva de fatos que infelizmente não aconteceram e não repetir tudo que já presenciamos (algumas vezes até de mais) durante o ano.

A partir de agora Vidrassa apresenta: Retrospectiva 2008 (“o que não aconteceu”)

Começamos por Janeiro:
Big Brother Brasil fica fora do ar.
Famílias não perdendo nada com as fortes chuvas de verão.
E o Corinthians vence o são paulo no primeiro grande clássico do ano.

Fevereiro:
Big Brother com baixíssima audiência.
Carnaval não tem nenhum acidente nas estradas do país.

Março:
O mundo recebe a chegada de extra-terrestres para a salvação da humanidade.
E o Corinthians não perde para o palmeiras em jogo válido pelo campeonato paulista.

Abril:
Ninguém passa fome no mundo. É o começo de um mundo justo para todos.
O bem laçou todas as pessoas.

Maio:
“Não está no final”. É inicio de uma nova era “de gente fina, elegante e sincera”.
Os políticos no Brasil resolvem trabalhar por amor e doam seus salários para instituições de caridade.

Junho:
Corinthians é campeão da Copa do Brasil.
O homem para de explorar a natureza pensando em obter lucros financeiros.
Fim do preconceito em todos sentidos.
Não há mais divisão de religião no mundo, todos freqüentam o templo da paz.

Julho:
Vanildo Marley vai curtir as férias na Europa com Jenniffer Lopes.
Americanos prometem não serem mais arrogantes e preconceituosos.
Brasileiros comemoram o fim da miséria e da corrupção.
Dercy Gonçalves apenas finge que morre para fazer graça.

Agosto:
Índice de analfabetismo e pobreza no mundo é de 0%.
Vanildo Marley ganha presente de aniversário de Ivete Sangallo, Patrícia Poeta, Ana Hickman e comemora o seu niver junto com Madonna e Paulo Toller.

Setembro:
Samuel Rosa faz parceria com Vanildo Marley no novo cd do Skank.
Nando Reis rasga elogios para Vanildo Marley, jovem letrista mineiro.
Nenhum assalto acontece no Brasil.

Outubro:
Professores têm aumento significativo de salário.
Ninguém descobre ou morre de câncer e aids.
Ninguém vai às urnas nas eleições municipais em protesto.
Renato Russo ressuscita e desbanca bandas emos das paradas de sucesso.

Novembro:
Televisão aumenta faturamento por exibir programas culturais.
Escritores no Brasil tem profissão reconhecida e começam a viver exclusivamente de suas obras.

Dezembro:
O rádio começa a pagar tão bem quanto à televisão.
Natal é celebrado sem fins lucrativos.
E pelo menos a metade disso que o dono deste blog escreveu, acontece.

Que seja assim em 2009!!!
Até ano que vêm Vidrasseiros...

Que isso?
Tinha acabado de postar este último post de 2008, quando o cel. da minha mamacita toca e ela recebe a notícia de que ganhou uma Tv em um sorteio na padaria que fica perto da nossa casa.

Isso aconteceu, eu juro!!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Presente Exemplar

O natal 2008 já se foi. Ainda bem! Não esperava que fosse passar um natal tão desanimado como passei. Sei que isso é muita ingratidão da minha parte, pois minha família estava comigo, meu avô que quase conheceu Papai do céu este ano está muito bom e estava feliz.

Lembrei de uma frase da Shakira: “para sermos felizes temos que desenvolver a aceitação”. Perfeito colombiana, perfeito! Estou percebendo mesmo que é assim. Não consigo aceitar que já não tenho mais algo. Não aprendi a aceitar que nem sempre posso ter o que quero. Tal atitude me deixa infeliz.

Mas e o natal? Nem tudo esteve perdido. Além de ver meu vovô tinindo, teve o batizado da Laurinha (nasceu dia 1º de setembro, mesmo dia do aniversário do Corinthians, oba!), meus três primos irmãos estavam comigo (Rogério, Rosimeire e Rafael), meu priminho de Curitiba também (o Gabriel, que agora está banguela) me deu um abraço daqueles que você não quer acabe nunca. Papai e mamãe felizes (fizemos ceia pelo 3º ano consecutivo em nossa casa), e o Cassinho (meu amigo) outra vez participou. Finalizei o feriado no Bar do Tuchê. E talvez lá o momento em que mais esqueci das turbulações que irritam minha cabeça e meu coração. O Barbosa (doido e gente boa), Andressa (sua namorada e ex locutora da Onda Sul onde trabalho), dois irmãos gêmeos que para variar esqueci o nome (sobrinhos do Barbosa e gente finíssima), Cassinho e o Marcão fecharam à mesa. Horas descontraídas, regadas por muitas bobeiras e passagens que nos aconteceu quando estávamos chapados (pretendo ainda contar algumas minhas aqui, só preciso achar a coragem) e o Tuché me torrando como sempre (deixa ele zuar, enquanto ele me vender fiado, beleza!).

Esqueci de falar que no final da tarde saí para tomar uma cerveja com o Jonatan para discutirmos as idéias finais de um projeto de fotografia que pretendemos realizar em 2009.

Também falei por uns quarenta e cinco minutos no celular com a (...). Acho que ela não vai gostar de ter o nome citado aqui. Mais uma vez fiquei com sensação de não saber se foi bom ou ruim em ter falado com a fulana. Acho que foi bom. Mesmo não ouvindo tudo que queria, pude me tocar que nada é como eu quero. Um motivo a mais para que eu tente aprender a ter aceitação e assim ser feliz. Então foi bom.

Mas o melhor do natal quem proporcionou foi a Luíza, filha do tio Adair (mas todos chamam de Dair, eu o chamo de “ti Dair”). Vi o que é amor de verdade, puro, sem mágoas. Tal emoção é de um desenho que ela deu para minha mãe e meu pai. Uma espécie de cartão de natal caseiro. Vi mais uma vez o quanto sou ingrato. Uma menina que não mora com seu pai e passa longe de ter o que tenho (embora não tenha muita coisa, mas comparando se a ela é muito, muito mesmo!). Tem uma atitude dessas. Dela senti dó, felicidade e amor. De mim senti vergonha. Por reclamar tanto, de sofrer com coisas que poderia deixar para segundo plano e aquelas idiotices que os mal agradecidos possuem.

Está aí um dos cartões. Ainda existe sinceridade no mundo.



Lembrando que a Luíza jamais pediu uma bala para meus pais. Motivo que engrandece a atitude da garotinha.

Se exemplos mudam nossa vida, acredito que em breve, muito breve estarei feliz!

Que assim seja!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Papai Noel me ajuda...

Ouço Cidade Negra (Lilás) regravação de Djavan. A música faz parte do Cd e Dvd “Diversão”, gravado ao vivo no Teatro Popular de Niterói no dia 16 de agosto de 2007.

Mudança de faixa, agora rola Monte Castelo (eles também regravaram Legião). E essas canções marcaram talvez o fim inicial de uma dor que me atormenta há um bom tempo.

Já não estava muito bem. Um pouco antes de receber uma notícia triste pelo menos para mim (prefiro não entrar em mais detalhes). Instantes antes de isso acontecer, chorava por dentro o tesão que perdi pelo rádio. Amava esse troço. Trabalhei em todos os horários imagináveis. Mas me peguei desanimado e trabalhando apenas por dinheiro, sem amor nenhum. E fazer rádio assim não é justo. Mas não é justo dar a mim novamente um ano de regalias como tive durante quase todo esse ano. Chega do din din da mamãe e do papai. E enquanto os investimentos não trazem retorno, preciso ir no que é garantido. Mas confesso, não tenho mais ânimo. Talvez por estar sendo padronizado (aboliram minha locução) sou agora um robozinho do capitalismo. "E ae malucada"!!! Isso acabou! E isso me deixa triste. O rádio de hoje é uma bolsa de valores que toca música.

Não lembro de ter passado um final de ano tão agoniado. Acredito que um pouco desta tristeza pelo que foi o ano passado nesta época. Não tinha pessoa mais feliz que eu. Foi tudo mágico. Mas o Mrs. M da minha vida a revelou. Mrs. M maldito!!

De qualquer forma desejo ótimas festas e que você não passe pelo que eu estou passando.

Devo voltar aqui no blog depois das festividades natalinas, porque sei que ninguém vai ler ele amanhã depois do almoço e durante o dia 25.

Descobri uma coisa. Aqui no meu blog não sou robô e posso fazer o que bem entender.

Às vezes o começo da felicidade está mais perto que imaginamos.

Viva!!!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Se virando sem grana

Ao contrário de alguns recentes anos, desta vez não passo um final de ano com bufunfa. Durante 2008 dei-me ao luxo de trabalhar apenas quando queria. E isso então deu uns 5 meses. Só que no finalzinho, na hora que o bicho está pegando festivamente falando, o din din acabou. Estou apenas com um restinho (restinho mesmo!) e provavelmente (certeza!) terei que fazer um empréstimo com a agência bancaria “pais banquem seus filhos”.

Enquanto isso, o jeito é ir na velha máxima do bom e barato. Na verdade eu estou é bancando o espertinho. Saio com os amigos e sempre arrumo um jeitinho de não pagar. Quando tenho que fazer isso, procuro sempre obter um desconto. Mas isso não é legal. Lembrei agora de uma frase do Nando Reis em uma música que ele fez junto com Samuel Rosa (Eu e a Felicidade) abrindo o cd Carrossel de 2006:
“Natural é um ter um trabalho
Um salário, um emprego, nome confiável
Respeito na praça.”

Respeito na praça eu até tenho, tanto é que o Marinho e o Tuché vendem fiado para mim em seus botecos. O que não possuo é “faz me rir”. E será assim até fevereiro, quando volto a ter um ganho mensal. Começo hoje a trabalhar. E de novo lá vou eu para a Onda Sul Fm. Depois de alguns meses fora (por opção) volto para fazer o horário de locução das manhãs da rádio (09h00 às 13h00). Quem for louco de ouvir taí o endereço: www.ondasul.com.br.

Enquanto as cifras não chegam em minhas mãos, o jeito é levar na malandragem. Sábado a noite umas três horas de sinuca e cerveja em uma pizzaria da cidade, isso é vantajoso, pois você curte muito e depois divide a conta, sai barato para todos (deu R$7,00 para cada). Aí vai uma foto minha no exato momento em que preparava para matar a bola número 13.

Eu e o Cassinho fomos a dupla que mais venceu. Ceará, Elton e Danilo se revezavam tentando nos desbancar.

Como em toda cidade pequena as opções são limitadas, e Carmo do Rio Claro não foge a regra. E por volta de uma hora da manhã eu e a cambada fomos para uma danceteria (aqui eles chamam de boate), mas eu prefiro chamar de Stúdio 2000 (propaganda válida, pois entro no 0800). Dito e feito, assim que entrei veio à sensação daquelas que você pensa: “eu não deveria ter vindo aqui hoje”. Fui ignorado por uma pessoa que tenho o maior respeito (para não entrar em lados sentimentais). Lembrei de uma música que o Renato Russo canta em RENATORUSSOPRESENTE de 2003 (tenho um texto sobre a canção, futuramente quem sabe publico aqui). Boomerang Blues é o nome. E em um dos trechos Russo canta: “tudo que você faz, um dia volta pra você”. É, eu já fiz muito mal sentimentalmente falando, se isso for verdade. No final da noitada de sábado dei carona para uma vizinha e para mais um cara que não conheço (era conhecido dela) e o assunto foi pé. Isso mesmo! Pé. Eu tenho uma vizinha que é fascinada por pés. E até me disse que já deu fora em homens bonitões que tinham o pé feio. Mulheres e suas bizarrices.

Domingão chegou! Almoço com meu pai e minha mãe. Lembramos durante a refeição de pessoas que convivíamos há alguns anos e que por destinos e acasos estão em outros lugares. Alguns inclusive já até morreram. E nessa conversa meu pai disse que o campo do Taquaral (zona rural município de Carmo do Rio Claro) já não existe. Morei alguns anos da minha infância lá e sempre batia uma bolinha no famoso campo do Taquaral. Lembro que há uns 9 anos ele ainda estava "vivo". Agora vem meu pai e diz que até as traves desapareceram. Tenho vontade de chorar nesse momento. É mais uma marca feliz do meu tempo de criança e inicio de adolescência que morreu. E para não passar em branco, assim que acabamos o almoço, mamacita deu chilique com papai. Apenas ri. Coisa normal na residência dos Gomes.

Por volta de 15h20, meu camaradinha de trampo Bruninho (trabalha no mesmo prédio e uma vez por semana aparece nos estúdios da rádio) me pegou e me levou para a festa de niver do seu irmão. E para variar joguei muita sinuca. Só que lá não precisei pagar ficha (oba!). Eu consegui perder para a Cinthia (uma garota que só ri) e não joga nada. Coube a mim a façanha de perder para ela.

Para fechar o final de semana “bom e barato” fui de fusquinha ano 73(achei luxuoso e o máximo!) para Alpinópolis, popularmente conhecida como Ventania. O Bruninho foi cantar em um bar e me convidou. Gostei, a dupla Bruno e Carlos Henrique agita a galera. Não curto música sertaneja, mas gosto de coisas bem feitas. E os dois são afinadinhos e possui bom repertório dentro do gênero. Como o Bruninho era o astro maior do pedaço, muitas e muitas cervejas só no 0800. Não gastei um centavinho. Apenas desembolsei R$ 4,30 por um lanche que comi no final da noite, isso já em Carmo do Rio Claro.

Final de semana bom e barato!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Vidrassa na Bagaça

Fazer qualquer coisa puxando a fila quase sempre não é de agrado da maioria dos seres. Não foi diferente para fazer este primeiro post. Antes, quando pensei em fazê-lo sobravam idéias. Foi só pensar em postar, sumiu tudo dos miolinhos.

Mas aí lembrei de uma conversa com meu primo Rafael pelo msn, e foi a luz que precisava para começar esta bagaça. Aliás, esta “vidrassa”.

Ele me perguntou o motivo do nome. Aí expliquei para ele que é porque vejo todo mundo e todo mundo me vê. E que me escondo atrás de uma vidraça (tá com dois s no título porque não foi aceito ç na hora de criar o nome), e acho que estou protegido. Mas na verdade, nunca estou. Pois as vidraças sempre quebram e sempre mostram você. E que assim é a minha vida e de todos. Achamos que estamos escondidos e protegidos, mas nunca estamos. Por isso defino que vivo atrás de uma vidraça. E que como queria contar coisas do meu cotidiano, não teria título melhor para o blog.

Explicação dada, ele simplesmente me responde: “taí, o primeiro post do blog”. Eu penso comigo: “era a luz que precisava que acendesse”.

Explicação feita. Quero esticar um pouquinho este post inicial do VIDRASSA. Ontem madruguei. Levantei as 06h00 e fui com mais dois amigos (Daltinho e Marinho) para Franca (SP) a negócio. Estava um bagaço, tinha chegado às 03h30 em casa. Sabia do compromisso, e que era importantíssimo, mas não poderia deixar de curtir uma noite agradabilíssima com meus colegas de trabalho (lembrei do Sílvio Santos agora). Eu, Paulo, Fran, Janaína (Takai), Juliano o meu parceiro musical (Flores Perdidas ficou fera!, eu fiz a letra e ele a melodia), e também por lá estava um apresentador da tv século 21. Não vou citar o nome porque acho que o cara é casado. Não é interesse meu acabar com a vida conjugal de ninguém. Jogamos sinuca e bebemos muita cerveja. E até saiu mais uma letrinha que vou terminar ela a qualquer dia. E vi também que o Juliano é definitivamente um ótimo músico, sorte a dele. Pois para escrever minha nossa! Prefiro nem comentar. “A luz que me ilumina” coisa mais brega e antiga Juju.
Aproveitei e tirei uma foto com o Chalie Brow. Uma das figuras mais queridas dos butecos carmelitanos.

Então a noite se foi. E veio a sexta-feira 19/12/08. Segui capengando rumo a Franca. “Vai ficando Minas Gerais”. Putz! Viajei agora. Franca nem é tão longe assim. Não contei que o Daltinho esqueceu os documentos do carro e tivemos que voltar uns 30km para buscar a identidade do carro que íamos. O pior é que a gasolina calculada por nós para irmos voltarmos, já era. Teríamos que desembolsar mais din din devido os km a mais que rodamos por causa da memória sonolenta do sr. Dalton. Isso faz diferença em cerveja, e quando tiro dinheiro da minha cervejinha, fico chateado.

Ufa! Chegamos. Cafezinho para reforçar. E sala de reunião. Cansativas quatro horas antes do almoço e depois mais umas três horas seguidas até o acordo. Contrato assinado, cansaço de sobra, hora de voltar. Antes de pegarmos à estrada passávamos numa rua “francana” ou “franquensse”? E agora? Não vai fazer diferença também. Paramos o carro porque na tal rua vimos um grupo de homens já com uma idade considerável. Os figuras trancaram o carro com a chave dentro dele e bem brasileiramente estavam tentando abri-la com um nó de barbante. A foto que tirei do celular (o anta aqui não levou a máquina) dará uma noção melhor do que falei.



Se não tivesse dado certo os meus interesses profissionais, teria ficado feliz só com esse momento que tive a honra de presenciar. Como é cativante o brasileiro com o seu famoso jeitinho. (O Marinho acaba de me ligar. Tenho que acabar o post rápido, tem reunião de novo). A felicidade dos “senhores” já meio bêbados comemorando a façanha foi algo de fazer bem a qualquer mal humorado perdido por aí.

É o VIDRASSA com os olhos para todo mundo!