domingo, 30 de setembro de 2012

Rótulos




Chego ao bar do centro, e ele está lotado. Na cidade de 20 mil habitantes é considerado o bar da elite, embora o seu proprietário seja um trabalhador, batalhador e nem grau de escolaridade elevado possui.
Elite em cidade pequena ou até mesmo nos grandes centros hoje em dia, não necessariamente seja significado de ter muita grana. Vale também o status ou querer ser de tal grupo. E na cidade de 20 mil habitantes é assim. Muitos vão ao bar da praça central para fomentar o ego social.

Chego por volta das 21 horas do sábado. Meio mulambento: tênis, calça e camiseta sem marcas expressivas. Um amigo já presente no local acena e até lá vou. Na mesa mais duas pessoas. Nenhum possui grau escolar acima do segundo.  O que evidente não os fazem menores quanto seres humanos, até porque são trabalhadores honestos.

Um pouco mais cedo eu e os mesmos estávamos em um boteco no meu bairro, o maior e popular da cidade. Nem muito pobre, nem muito rico, se é que seja válida essa expressão.  Estão todos lá sujos depois de um dia intenso de trabalho debaixo de um ardente sol. Nada de mesa. Tão no balcão, com um copinho de cachaça do lado e dão risadas saboreando uma deliciosa cerveja detentora do valor mais baixo daquele ambiente. Evidente que me junto a eles e saio feliz da vida. Bebi muito e gastei pouco com o mesmo amargo no céu da boca que um rótulo mais caro causaria.

Voltando ao bar do centro, os mesmos amigos estão lá com uma vestimenta nos padrões da sofisticação. Saboreiam o mesmo rótulo que a maioria presente no local bebe. Mas o conteúdo do bate papo e o modo de sentar são os mesmos. Pois, a marca famosa da camiseta e da cerveja engana bem nos dias de hoje.

Saindo do bar do centro, me lembro de ocasiões que sempre acontecem na hora de pedir a cerveja. Seja nos bares ou nos churrascos. Há sempre um individuo que não pode tomar a cerveja barata, porque dá dor de cabeça no outro dia, enjôo e a alegação mais freqüente: caganeira.

- Essa eu não bebo! É só eu beber dela mijo sentado! Fala com propriedade o Zé Mané.

Até parece que se você encher a cara, comer tira gosto em excesso durante um cerimonial cervejístico, no outro dia você não irá sentir um desses sintomas. Que encheu a cara e por isso passou mal, isso não se admite.

Já me dei por ridículo há algum tempo com essa de querer só a cerveja mais famosa. E era tão pé rapado quanto hoje. Não que tenho algo contra quem tome uma cerveja cara e que jamais faço isso. Evidentemente que bebo. Não nego que surto de vez em quando e desesperadamente quero tomar a cerveja tal. O engraçado é que o signo que vejo em minha mente, é o rótulo da bendita.  

Uma vez em um churrasco dei a ideia de colocar uma cerveja diferente no copo de um amigo que vivia reclamando que determinada cerveja lhe fazia mal. Na bagunça que estava o ambiente, peguei seu copo, fui até a cozinha e enchi com vontade o recipiente da figura com a marca que ele detestava.

Golaço! Bebeu a copada feliz da vida. E até hoje não acredita na brincadeira.

A preocupação com o que os outros pensam, ainda é um amargo que regride a sociedade.

Deveríamos acreditar mais na humanização do que nas máquinas.

Veja no link uma matéria realizada pela TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas, sobre troca de rótulos de cerveja. Você já pode ter tomando uma deliciosa Kaiser achando que era uma Skol redondinha. Ou ainda pode cair em alguma pegadinha no churrasco com os "amigos". 

Confira a matéria: www.alterosa.com.br


domingo, 16 de setembro de 2012

Eu prometo



Escrever sobre o quê? Pensar o quê? Depois de dias de abandono? Rabiscarei qualquer balela aqui para atualizar este blog e novamente prometer que estarei mais presente por aqui. Mas convenhamos: não dá para acreditar numa promessa de quem sempre não a cumpre. Ainda mais em um período que todos estão acostumados com o discurso da salvação do mundo.

Mas eu prometo estar sempre aqui quando estiver.

Eu prometo também usar a mesma desculpa caso outra vez abandone local. Ainda bem que este blog não é o povo e muito menos vota. Ufa!

Imagem extraída do site: http://www.ivancabral.com/

terça-feira, 31 de julho de 2012

Sobre o 3º festival da Canção de Carmo do Rio Claro


Desanimado e sem inspiração alguma para estrofes nos últimos tempos, o Juliano me liga torrando para inscrevermos uma antiga parceria no festival. Dei o ok, desde que este fizesse tudo. Detesto burocracias.

Nem lembrava mais que havia tal inscrição, quando ele me liga na sexta, com o sol já caminhando para a Ásia e fala que tínhamos que apresentar a arada no sábado.

Passagem de som, 14h15. Nem fui. 19h50 estou nas proximidades do evento, a Capela, centro da cidade.

Conversa com um ali, outro lá e como todo letrista, escrevinhador de estrofes, poeta para os mais otimistas ou sarristas, passo tranquilamente despercebido em meio a violões e já conhecidos cantores da sociedade carmelitana.  Talvez não passasse tanto em vão caso a organização não tivesse enviado meu nome para a imprensa como IVANILDO Donizete.

Auditório surpreendentemente lotado. Sento lá no fundo. O Juliano que subiria ao palco para tocar  some. Tão pirado em “Os Sonhos não Envelhece”, o livro de Márcio Borges, inspirado nas histórias do Clube da Esquina e que deu inclusive inspiração e origem para nossa música, me senti o Marcinho participando de seus primeiros festivais com o Bituca (Milton Nascimento).

Me achar o Márcio Borges por três segundos até não é crime. Só jamais poderei ter o mesmo delírio com o Juliano em relação ao Milton. Isso só em uma mistura de vodka, café, repolho, pinga, cinzas de cigarro, água do rio Tietê, conhaque vencido e LSD com vinho seco. Alucinação suicida.

Começam as apresentações com o habitual carisma e a intensa competência de Paulo César Lima ou só PC. Encolhido na penúltima fileira, morrendo de vergonha e medo da recepção do público na hora de Flores Perdidas, sinto as mãos em escalada decrescente de graus.

Começo, meio e fim de apresentação. Aplausos consideráveis. O prêmio eu já tinha faturado: participei do festival e não passei vergonha. Excelente!

Surpresa! E mancadas!

A Composição minha e do Juliano em quarto lugar. Subimos no palco, pegamos troféu e o envelope com o dinheiro da premiação. Aí, o deslize: preocupei tanto com o envelope recheado de cifras e esqueci-me do troféu. Com carinha de cachorro sem vergonha, bem safado, tentando despistar e ausentar a atenção do público da mancada, busquei o troféu.

Segunda mancada da noite: empolguei tanto com o envelope de cifras e esqueci de pagar os três músicos convidados (Guilherme, Henrique e Tadeu). E ainda dividi a grana com o Juliano na frente dos caras. O vacilo foi corrigido logo no outro dia.

Na TV local, mesmo com inúmeras repetições do nome da música (FLORES PERDIDAS) na matéria, a repórter acertou o nome (VANILDO), mas dessa vez brincou de trocar a identidade da música, que na reportagem virou Flores COLORIDAS.

Segundo bloco da matéria rolando e novamente somos citados. Ufa! Dessa vez ela acertou o nome da música, disse em tom seguro: “na quarta colocação ficou a canção Flores PERDIDAS de Juliano Fialho e IVANILDO Donizete. Confesso que já não entendi mais nada depois disso.

Já não sei se chamo Ivanildo ou Vanildo e se a minha letra é Flores Perdidas ou Coloridas, ou achadas ou pretas e brancas. Ou se diante de todas essas trocas, eu sou eu realmente.

Só sei que o envelope de cifras estava corretíssimo! Menos mal.

PS: Com tantas mancadas é óbvio que mesmo levando duas máquinas fotográficas, voltaria sem absolutamente nenhuma foto.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O dinheiro que entristece



Interior de algum lugar do mundo. Ausência de trabalho. Depois que fora despachado a pontapés em forma de atitudes de poder, não mais se acertou. Falo de Juca Silva.

O hoje homem criado fisicamente é um bebê moral de seis meses pedindo ajuda para a mãe. Não pede leite, pois o álcool lhe mata a ansiedade e oferece o sono que por instantes dá lhe o descanso no colchão. Juca precisa do leite da vida, misturado com paz.

Juca perturbado pela maneira que perdera o emprego, até hoje não compreende a razão de tanta implicância. De tanta ganância por dinheiro. Por tanta maldade. Iludiu-se e foi buscar outros ares. Mas mais gastou do que recebeu. Voltou. Inferno astral no topo.

Entre um trabalho e outro, instabilidades. Sonhos mais desejos, igual: ilusão.

Prometera faz alguns anos que jamais iria voltar para aquele lugar de onde saiu moralmente como um vômito. Mas e o dinheiro?  Não tinha nem para o picolé. Juca o traiu, matou sua consciência, magoou o pouco que restava em si de felicidade e esperança.

Contas e contas atrasadas, gente lhe cobrando, amigos (?) se afastando. Juca era uma salada de sentimentos: tristeza, necessidade, culpa, hipocrisia e até honestidade. Sim! Honestidade porque trabalhará para seu sustento sem cuidar da vida de ninguém diretamente.

A alma de Juca chora. Os olhos resistentes nem lacrimejam. Tentam olhar para frente, imaginado que para chegar ao alívio, necessita-se encarar pelo menos com ironia tanta dor.

Por algum tempo não lhe faltará dinheiro. Mas lhe sobrarão dores profundas e cicatrizes morais. Pois, o dinheiro que receberá pelo trabalho honesto, não é de gente honesta.

Agora as dívidas de Juca são com seu solado coração. 


Ps: esta postagem é a de número 200 do blog.
 Imagem usada no texto extraída do blog: http://tiagolinno.wordpress.com


terça-feira, 5 de junho de 2012

Cara de bunda





quarta-feira, 30 de maio de 2012

O medo de admirar o mundo


Em uma caminhada por alguns trechos da cidade observava o mundo. As pessoas, os carros, os cachorros, as ruas, as casas, o som.

Enquanto um vem, outro vai, outros conversam e o capitalismo move gente, meus olhos descasavam.

Subo a Rua Belo Horizonte para calmamente observar as casas que há 11 anos eram partes cotidianas do meu universo, na época, juvenil punk sonhador.

Saudade de um tempo fantasioso. Saudade dos álbuns do Sepultura, Ramones, Queen, todos emprestados pelo Diegão. Saudade do rock nacional que ouvia em volume máximo dos Titãs, Ira, Legião e para suavizar a boa vizinhança, Paralamas e Skank.

Saudade da vizinha velhinha que morava na casa de baixo. Saudade dos xingos da velhinha no Padre Mário na rádio Difusora no jornal que não lembro o nome. Era de calar a boca para cima quando ela perdia a paciência com a falação do Padre. Saudade da comunicação do Padre Mário.

Já quase no final da rua, uma garota vestida de bom humor sai cantando do lar. Avista uma velhinha com rosto de paz. Brinca com a velhinha. Pega na mão narrada pelo tempo e a deixa tão jovem quanto ela. Dá vida correta à velhinha que certamente rasga o dia olhando da janela desgastada de sua residência para encontrar um oi, um sorriso ou a glória de um aperto de mão.

Atitude tão digna que atrai minha compaixão ferida. Queria chegar perto e tocar na mão da velhinha também, mas confesso que a ignorância me venceu outra vez. Queria ficar olhando a cena, mas, o medo de achar que a garota que carinhosamente tocava a mão da velhinha fosse me recriminar, me venceu.

Acostumamos tanto em sermos cretinos, que quando admiramos a humanidade, já logo pensamos que o outro lado irá pensar em nossa hipocrisia.

O comum de fechar os olhos e chutar os sentidos das coisas simples nos inibe quando enxergamos a decência e o respeito por um ato gentil.

E foi o que senti. Por medo de achar que a garota fosse me recriminar por estar olhando a cena, decidi dar as costas. Imaginei que ela fosse pensar que estaria zombando, achando feia sua atitude, já que o mundo faz pensar assim.

A canalhice humana é tão graúda que soca o bem, inibe de se fazer o justo, o decente. Faz preocupar com o incorreto, com o julgamento. E mesmo na admiração por algum ato de bondade ao espírito, o incorreto nos vence.

Então garota da Rua Belo Horizonte, em Carmo do Rio Claro, que saiu cantando de casa hoje, quarta-feira, 30 de maio de 2012, se esta crônica chegar até você saiba que aquele minúsculo ser raquítico e barbudo que olhava você e a velhinha da janela, não te zombava. A curiosidade era a inveja disfarçada de não ter conseguido fazer o mesmo.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Baseado em fatos reais e irreais e vice e versa


 No silêncio de imagens em preto e branco, o tempo provoca medo. Um rosto dramático e um olhar sem rumo de uma mulher é qualquer filme que não queremos viver.

De um lugar perdido, a imaginação da dama se encontrou pelo tempo. Suas lembranças fugiram, pois só assim poderia caminhar. Pensamentos que a colocavam na realidade do passado, que vinha a se tornar uma desesperadora verdade.

Sua mente perdida tentava encontrar sua história, pedir para o destino não destrancar a porta ou que o homem tivesse prendido seus braços e mudado seu destino.


sábado, 14 de abril de 2012

Tempo


Na rua ela andava com os pés em contato direto com o chão. Chutava bola de meia, de plástico e marcava gol de final de copa do mundo quando tocava em uma bola de capotão.

Escondia, corria, gritava, cantava e assoviava com o pescoço inclinado. O som ecoava suave pelos ares.

A mão sentia a terra, os braços sentiam verdades. O rádio de pilha com seu som chiado não precisava de login e senha para ser comunicado.

A inocência fazia dispensar qualquer tela para protestar. A indignação era na cara. Havia coragem para atos de protesto.

Mas ela, a infância passou.

Esconder, correr, gritar, cantar e assoviar perdeu o sentido.

O rádio de pilha não serve nem para enfeite.

E a inocência ficou superficial. E a indignação virtual.

A tecnologia chegou.



sexta-feira, 6 de abril de 2012

Etapa do Super Race em Carmo do Rio Claro é cancela

O belo azul do céu da tarde de quinta-feira, 04 de abril, em Carmo do Rio Claro perdeu a intensidade. O colorido de asas deltas que coloriam os ares da cidade, desceram e os pilotos que estavam na abertura do Super Race Brasil 2012, o campeonato brasileiro de voo livre silenciaram-se.

Em nota oficial da ABVL, Associação Brasileira de Voo Livre, divulgada no blog do Super Race 2012, informa que etapa carmelitana foi cancelada.

O motivo do cancelamento ocorreu pelo acidente com o piloto australiano David Seib, na tarde de ontem. Trinta e cinco pilotos votaram para decidirem se continuariam ou não a etapa. Vinte sete optaram pelo voto do cancelamento.

Com condições favoráveis, tempo propício e a segurança exigida pela Associação Brasileira de Vôo Livre, a fatalidade entristeceu pilotos, organização e a população carmelitana, que olha para cima nesta sexta-feira da paixão e vê por coincidência um céu escuro e de nuvens carregadas de chuva.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Carmo do Rio Claro entre a fé e a aventura

Fiéis e pilotos dividirão a Serra da Tormenta no feriado Santo

Seguindo a tradição do interior mineiro, a cidade terá uma programação intensamente religiosa, conforme a crença da igreja católica. Desde o domingo de ramos, as paróquias carmelitanas são muito visitadas e os fiéis passam por uma maratona de fé.

O início da semana Santa carmelitana aconteceu no domingo, 1º de abril, com a habitual missa de Ramos, seguida pela procissão dos casais no dia seguinte.

Missa de lava pés, aleluia, ressurreição e as procissões do encontro e enterro, também fazem parte do calendário da semana Santa no município.

Fé na Serra

A fé sobe 1.287 metros no município. Na sexta-feira da Paixão, fiéis de várias cidades da região vão até Carmo do Rio Claro para subir a Serra da Tormenta e visitar a Capelinha de Nossa Senhora Aparecida, “no alto da montanha”.

O movimento de fiéis na Serra começa quinta à noite. Com um abençoado nascer do sol, a Via Sacra segue rumo às alturas, e para acompanhá-la é preciso ter fôlego de atleta.

Arquivo Vidraça (2009)
Romaria no céu de Carmo do Rio Claro

Dividindo a Serra da Tormenta com os fiéis, o Super Race, campeonato brasileiro de vôo livre, modalidade asa delta, colore o céu de Carmo do Rio Claro no feriado. São 60 pilotos celebrando a competição e fazendo uma romaria pelos ares da cidade.

Esta é a primeira etapa da competição e vai até o sábado de aleluia. Entre os que disputam o torneio estão o australiano, John Duran Jr., campeão mundial e a equipe do Corinthians, vice campeã brasileira em 2011.

Certamente a semana Santa carmelitana será de louvores aos céus.
Foto: Equipe Super Race

















domingo, 18 de março de 2012

Um pouquinho só de tédio de alguns "faces"

Talvez postando isso no blog me juntarei a turma deles. Mas ao menos estou escrevendo em um blog, portanto, já saio dessa tolice de se postar qualquer merdinha no facebook.

Me assusto com a escassez mental de muitos usuários do “face” (detesto tal expressão). 

Mensagens de otimismo sugadas do google, postagens de fé postadas por gente do mal se passando por bom moço para abocanhar uma grana em campanhas e muita, muita falsidade de gente hipócrita se passando por um ser humano de bem.

Nunca vi tanto interesse pela política como existente na rede criada por Mark Zuckerberg. Se ao menos ¼ dos que questionam e brigam por política por lá fossem em algum comício estaria excelente.

Percebo que anda todo mundo por lá, mais machinho, com uma coragem digna de quem não consegue olhar na sua cara na rua e falar um simples oi.

Roubou na loja da mamãe... corre para desabafar sobre a educação no facebook.

Achou o valor da festa alto... vai rebolando até o computador e protesta no “face”.

Não gostou da titica do au au da vizinha na calçada... vai falar diretamente para a dona dele? Claro!

Claro que não, né? Vai revolucionar o mundo contra as fezes cachorranas no facebook.

E a babaquice de achar que criar um “face” vai ser a solução para tudo? De dar dó. Que nada. De dar raiva, muita raiva mesmo.

Cidadão simplesmente cria um perfil, sem ter noção mínima da coisa, dispara comentários e se limita em achar que a geringonça será a solução para um marketing perfeito.

Na boa... está desastrosa a coisa.

Tão desastrosa que usei o “face” para divulgar essa merda de texto.

Eu me odeio!

segunda-feira, 12 de março de 2012

“Imagens de Minas”

E para enfim atualizar o blog, um vídeo feito de imagens de Carmo do Rio Claro que estavam engavetadas no HD do já velho computador.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tempo...

Esquinas do tempo...

Ruas sem sombras...

Calçadas em tempestades...

Tempo, tempo, tempo...

Perdido nas horas do tempo...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

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Eu voltei!

Depois do alívio, mas antes da inquietação.

Não suportei!

Nem felicidade, nem tristeza, nem decepção.

Caminha caminhos estradas sem explicação.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Postado no meu perfil do facebook no dia 04/12/2011


Nem sei o que dizer. Dia de decisão do time de coração. Mais uma aflição que em matéria é fechada de ilusão.

Dia de luto por um ídolo da nação dividida entre o preto e o branco. A sensação estranha de saber que presencialmente há distância, mas pulsações de sentimento espírita de perder alguém próximo.

Carisma são para poucos. E o Dr. Sócrates o tinha em pontuações exclamativas. E toda pessoa carismática, por mais distante fisicamente que seja, aproxima de nós em velocidade máxima e fixa uma semente de admiração.

Se já ando meio desanimado com o futebol pela falta de educação de alguns torcedores e isso já não me faria tão eufórico como tempos atrás para comemorar um título. Com a morte do "amigão" distante, a euforia diminuiu ainda mais.

Sei lá... está estranho.

Saudações Corinthianas!!!!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Últimas profecias futebolísticas de 2011

Últimas profecias futebolísticas de 2011. Que eu tenha e não tenha razão.

Que eu tenha razão no título do Timão. Que eu não tenha razão na permanência do cruzeiro na primeira divisão.


 
Ps: o resultado palpitado favorável ao cruzeiro é simplesmente devido ao BMG. Time por time, o galo atropela a raposa hoje. Mas não acredito que o BMG patrocinador das duas equipes não estragará a festa dos torcedores do galo. Quero acreditar que não. Mas...

Saudações do torcedor do time campeão brasileiro de 2011. Ou não.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Profecias futeboleiras

Com preguiça de inventar qualquer estória ou rabiscar algo verídico, restou-me profetizar depois de algum tempo, uma rodada do brasileirão.

Abaixo os palpites dados no Bolão ESPN  para a penúltima rodada do Campeonato Brasileiro.


 PS: até quero, mas acho que o Timão não define a fatura neste final de semana ainda, não. Apostei no empate, mas torço mesmo é para o Coringão ser campeão com duas derrotas.

Fato que ensinaria um pouco sobre a vida, mostrando que mesmo nas derrotas é possível ser feliz. Filosofei.

Viva o Brasil! E claro, carpe diem!!!

Ahhhhh... isso é tão sentimental!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Dinheiro demais para pouca prestatividade humana

Acho o futebol uma forma de entretenimento tão legal como outra qualquer. Porém, essas incontáveis cifras estão passando dos limites.

Será que um jogador de futebol, mesmo tendo no máximo 20 anos de carreira, não sobreviveria muito bem ganhando no máximo R$ 100.000 por mês?

 Será que tantas empresas investindo esses valores absurdos em jogares e muitas vezes em vão, não poderiam com suas forças caso de Adidas e Nike por exemplo, investir mais, em tantos outros esportes que capengam pelo mundo?

Será que não está na hora da imprensa esportiva parar de valorizar tanto essa classe?

E será que os torcedores desocupados não poderiam parar de brigas por esse monte de milionários do mundo futebolístico e brigar por melhorias para colhedores de café, de arroz e feijão e outros alimentos que matam a nossa fome?

Entretenimento é algo essencial na vida do ser humano. Mas necessidade é muito mais. Refletiremos o que um jogador de futebol contribui para a humanidade, como um cientista por exemplo? Ou os já citados colhedores de alimentos?

O Neymar renovou com o Santos até 2014. Ouvi e li na imprensa coisas como: "a nossa jóia ficará no Brasil". Jóia nossa? Ué... que eu saiba o Neymar não me passará nenhuma misera porcentagem do seu "modesto" salário de R$ 36 milhões anuais, que podem chegar até R$ 60 milhões com outras balelas para o pobre ser que escreve aqui.

O que resta a fazer é torcer para que a "nossa jóia" com tantas cifras, use da sua influência e tenha um posicionamento político capaz de ajudar em alguma coisa a nossa miserável população "in jóia da".

Com tanta grana por um cara que não mudará em nada a humanidade, é dispensável até uma imagem.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Em cima do muro sobre Lula (entenda o porquê)

Logo que a notícia sobre o câncer de Lula se espalhou, o bochicho no twitter e no facebook virou uma campanha eleitoral.

E como uma boa campanha eleitoral, ali estava posição e oposição confrontando e jorrando opiniões para tudo que é lado.

Alguns fazendo piadas, outros expunham mensagens de otimismo e fé, outros simplesmente pasmos com a informação, escreviam frases que mostravam se surpresos com a notícia.

Quero chegar ao ponto em que começou a circular uma imagem pelo facebook em que pedia para o ex-presidente fazer o tratamento no SUS.

Confesso que achei graça na imagem, mesmo já tendo casos na família com a doença, mesmo convivendo próximo de um caso em tempos atuais, mesmo sendo um cagão e morrendo de medo da tal.

Porém, logo veio outra dizendo que o fulano de tal, dono do perfil, não achava graça por algo tão sério, seja já lá em quem fosse.

Mas assim que vi a imagem em que se solidarizava com a situação de Lula, logo resolvi parar pensar no ser humano e não no político.

O que observo sobre isso, é que quem usou a imagem no facebook pedindo para que Luis Inácio tratasse pelo SUS, defendia ali o popularismo que este criou. De ser o presidente do povo, que melhorou a educação e claro a saúde.

Não era um protesto (se é que se pode chamar assim) exatamente contra Lula. Mas sim contra uma classe inteira, acrescentada por vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores.

Não generalizando, mas se tratando de 98% dessa racinha, que escarra injustiça contra o ser humano. Gentinha que pouco se arrebenta para a precariedade da saúde pública, da educação e outras questões sociais. Mas que na hora do discurso, se torna o melhor ser humano do mundo e coloca principalmente nossa educação e saúde em nível supeior.

Ah... como eu queria ver a filha do Aécio Neves estudando em escola pública, a mesma escola que ele por 8 anos disse ser tão BOA.

Ah... como eu queria ver um desses deputados (não generalizando) sem vergonha alguma, um desses trouxas que ri de forma desenfreada de nós coitadinhos, levantando bem de manhã, para pegar uma fila para retirar uma ficha e fazer uma consulta, quase sempre, muito péssima.

Talvez seja esse o sentimento de quem aderiu esta imagem e riu da piada no facebook.

Por outro lado, apesar de toda indignação que a política nos gera, creio que está na hora do brasileiro saber separar as coisas. Entendo que uma brincadeira dessas, não vá aflingir o Lula. Pois ele será certamente acompanhado por bons profissionais da área da psicologia. Sem falar que uma brincadeira dessas, mesmo em uma momento como o tal, para quem ficou 8 anos no poder de um país como o Brasil, não é absolutamente nada.

Mas essa brincadeira poderia e pode, é afetar gente com o mesmo problema e sem a mesma condição psicológica de Lula. Mesmo sendo uma forma de protesto, entendo que quem está passando por isso, independente de qualquer coisa, seja lá com quem for à brincadeira, quer sentir o ser humano.

Certamente quem passa pelo que o antecessor de Dilma está passando, mesmo sendo oposição, sente a mesma dor. Basta conviver com o caso para entender tanta compaixão com as pessoas. Seja lá qual a cor, tamanho, opção sexual, situação financeira e posição política.

Sinceramente não sei se a brincadeira do SUS com o Lula é ou não engraçada ou desrespeitosa. Só sei como eu já expliquei que a entendo. Até mesmo por entender que é algo que boa parte do brasileiro ainda não aprendeu a lidar. Que é diferenciar profissional e ser humano. Essa indignação caberia nas urnas.

Mas aí vem a culpa dos mandatários, que nos iludem com uma falsa educação. Porque educação vai muito mais além do ABCD, dos livros lidos, da freqüência em escola. A educação deveria aqui no Brasil exercer um papel mais prático no sentido de convivência entre as pessoas. De ensinar a lidar com opiniões contrárias, a entender de forma civilizada um não e de diferenciar situações como a de Lula.

Aí, não tem jeito. Nem precisa falar de quem é a culpa, precisa?

Quanto a quem defendeu o ex-presidente, também não sou contra. Inclusive entra dentro em um dos quesitos do que é uma verdadeira formação educacional. Isso dentro da minha visão.

Porém, não é de se condenar quem fez tal brincadeira com Lula.  Os motivos eu já citei.

“É isso”.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Triste


Sentir qualquer tristeza em uma noite comum, expande o medo. No interior as tardes celebram o canto das cigarras, que me apresentam a angústia.

Disfarço a incômoda agonia, com um sorriso teatral. Pois real é o cinza visto pelo meu coração.

Olhos fixos do pensamento para o redor do mundo, os sons chegam desafinados. E na pausa da melodia frenética, as palavras são ditas em notas velozes.

E eu, tento no meu cantinho, esconder . Assim como escondo o choro e o desespero por este espetáculo sem sentido que estão fazendo do mundo.

domingo, 16 de outubro de 2011

sábado, 15 de outubro de 2011

Dia do professor

Dia 15 de outubro: dia do professor.

Isso é simbolismo sem vergonha.

Dia do professor é todo dia.

Sim! É um clichê essa bendita frase. Mas a sua realidade surra qualquer repetição banal.

Enquanto se discute o cabelo e a vida do pentelho arrogante pirralho do Neymar, muitos mestres não existem para a nação e tão pouco ganham um suspiro desse sujeito que não contribui em nada para a humanidade, como alguns já até contribuíram ou ao menos não banalizavam tanto, quanto esse mau cheiro  que a mídia transformou em perfume francês.

Enquanto Luan Santana com sua “poética” música (fui irônico) provoca frisson, o artista da educação causa tédio.

Mas não cuspiremos na hipocrisia, pois há gente má na classe dizendo que é mestre.

Mas tais não servem nem para receber a humildade no miolo da consciência.

Preço que se paga por uma demanda ilusória de país que investe em educação e alucina a quantidade e deprime a qualidade.

Mas essa turminha pode ter registro e status de professor. Mas o professor de verdade é aquele que tendo ou não seu diploma para dar aula, nos golpeia sabiamente com algum ensinamento.

Seja didático ou “vidático”.

Aquele que um dia puxou a sua orelha para mostrar que você poderia ser educado. E não aquele que te deu 10 e hoje te faz sentir nota 0.

O professor de verdade é aquele que implicava com seu time e quando você entrava na sala de aula te dava um abraço e sorria feliz pela vitória dele, mesmo não torcendo por sua equipe.

O professor de verdade, não é aquele que tem talvez um dos melhores cargos do seu curso na faculdade, ou o melhor. Mas sim aquele que com um olhar te oferece ajuda e diz que torce por ti para o resto da vida. Sem o sarcasmo infantil de quem derrubou o saber e o ensinar para enroscar falsos ensinamentos.

Talvez tão injusto quanto o mísero salário do professor (de verdade) seja decadentes seres adentrarem em uma sala de aula para "dar aula" e dizer para todo mundo que é professor.

Imagem extraída do link: http://artebrasilis.blogspot.com


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Palpites

O pior palpiteiro futebolístico do mundo e as apostas para a rodada 30 do brasileirão no Bolão ESPN.


Ps: tais palpites não servem de base para base alguma de discussão!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ilusão ilustrada

Quem disse que o simples não é complexo?

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Feliz dia do comércio (mais um)

Na nossa famosa zona de conforto, na preguiça de tentar entender ou encorajar-se para uma realidade bruta, costumamos desejar um “feliz dia da criança” para cá, outro para lá e assim, o Brasil segue nas demais datas comemorativas como o natal, dias dos namorados, papais, mamães e afins.

Assistindo o documentário “Criança, a Alma do Negócio” de Estela Renner, coloquei um ponto final naquilo que há um certo tempo me melindrava. Conclui que as propagandas brasileiras voltadas ao público infantil são um bombardeio grosseiro nos miolinhos dos coitados.

Além do mais, as propagandas infantis do país remetem escancaradamente, impiedosamente, uma idéia de poder aos “baixinhos”. O que aumenta a chance da criança levar esse ideal para a vida adulta. Optando então pela ganância e não por uma vida básica, com conforto, porém não passando a perna em qualquer um por mais e mais poder.

Entenda um pouco do meu drama: para uma marca influenciar uma criança bastam míseros 30 segundos, segundo a Associação Dietética Norte Americana e Borzekowiski Robison.

Em uma casa, 80% das compras é através dos guris. É o que constatou a Pesquisa Intersciente de outubro de 2003.

O número beira os 100% possivelmente pelo óbvio fato de uma criança não entender que nem sempre seus pais tenham condições “cifreiras” para adquirir o brinquedo que a televisão mostrou e disse para ela que a própria será a mais poderosa e bela do mundo.

Então, ou compra, ou compra, ou tenta o milagre da psicologia (difícil, pois a maioria não suporta chorôrô) ou gasta com remédio. E gastar por gastar, entre sacrificar a conta de água, luz e o leite do mês, o choro da criança, se gasta para livrar da birra.

Outro motivo que leva a criança a crescer achando que tudo é resolvido com insistência e poder (dinheiro).

Um dos comentários que me chamaram atenção no documentário foi em relação ao público dos cinqüentões. Já bem resolvidos, com a cabeça feita, desligada de muitas ilusões mundanas, pouco se morde neles. Ao contrário do que ocorre com os pimpolhos.

Outros números mostrados em “Criança, a Alma do Negócio” destaca se o R$ 130 bilhões que o mercado infantil movimenta no Brasil anualmente. Que o Brasil é terceiro país no mundo que gasta com produtos de beleza (acredite... o público infantil está dentro desses números). Segundo o SEBRAE, são gastos no ano R$ 15 bilhões por ano no setor. Dentro desse segmento, o cuidado com o cabelo fica em primeiro lugar. E que os brinquedos preferenciais são Vídeo Game, ipad, ipod, mp4 e DINEHIRO, dados da cn.com.br. No “país do futebol” a bola foi chutada para fora (trocadilho maldito).

Seria chatice, amargura extrema neste coração ou revolta de minha pessoa com as propagandas de produtos infantis no Brasil?

Seria maluquice acreditar que o melhor para um país que vem nos últimos anos “apostando” na educação para um futuro “melhor”, seja proibir as propagandas infantis ou minimante ter tons sutis, sem cuspir poder nos miolos da pentelhada?

Na Itália, Canadá, Holanda e Dinamarca, por exemplo, é assim. Ou não tem nada ou se tem, com dosagens na linguagem e sinais percebíveis pelos responsáveis para saberem que uma publicidade infantil será exibida.

No dia das crianças, seria bem mais fácil escrever dois parágrafos sobre minha infância. Aliás, faria isso no facebook mesmo, para qualquer um ler e “curtir”. Mas preferi o testamento, tentar tirar você que leu este texto da zona de conforto e rever algum conceito.

Assista o documentário

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Recomendável

Sou meio avesso a "iêiêiê" com pessoas que morrem.

Tanto que optei por fazer um post sobre a morte de Steve Jobs focando os "inteligentes" que curtiram as manchetes das páginas do facebook que noticiavam seu falecimento.

Mas por se tratar de vida, recomendo para quem ainda não viu por completo, o vídeo que ele conta sua história para os alunos da Universidade de Stanford.

É bem provável que até seu lado pessimista irá sorrir. Nem se for com alguma timidez.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sem comentários

  Eu que achava que o Steve Jobs fosse mais querido pela turma do facebook.

      
          
   


Eu hein...





terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sons do Rock in Rio 2011

Agora sem qualquer opinião sobre o Rock in Rio. Embora ainda o post se trata do tal.

 Mas agora é imparcialidade pura. Em uma rápida tour pelo google sobre matérias relacionadas ao festival, eis que me deparo com um link no mínimo interessante.

Se é crime ou não baixar músicas na internet, sinceramente dessa vez ignorarei a questão e dividirei alguns audios na íntegra do Rock in Rio 2011, através do blog Bacharel Carioca.

  Clique, ouça e se resistir não baixe.

domingo, 2 de outubro de 2011

Cole isso no seu mural


Justiça seja feita. Sei da gravidade clichesiana da frase, porém, não caberia outra para a ocasião.
Em tempos de Rock in Rio (no Rio de Janeiro) é rotina comentários sobre O EVENTO. Sim! O EVENTO com letras maiúsculas. 

E entre os incontáveis comentários, um me chamou atenção. Inclusive, vai além do próprio Rock´in Rio. Descapenga também pelos comentários e popularização maldita do facebook, por seres orkutianos e desentendidos de redes sociais, que querem e podem e acham que rede social pode se falar o que quer.
Já saturou essa babaquice de “cole isso no seu mural”. E é sempre dos seres migrados do Orkut ou que iniciam agora numa rede social. Dentro dessa idiotice, eis que os seres colam no mural do ex fantástico mundo do facebook: “Ivete Sangalo e Claudia Leite no Rock in Rio 2011. Se você é a favor de AC/DC, Capital Inicial, Guns n' Roses, Metallica no Carnaval 2012, cole isso no seu mural”.

Além da saturação do “cole isso no seu mural” a frase retorceu meu cérebro para outros ângulos.

Há algum tempo atrás, também tinha que algum programa de TV, rádio ou um evento tinha que ser ao pé da letra, melhor, ao pé do nome. Ter que justificar o nome.

Mas vi com o tempo que o nome é apenas o ponto de referência. Ou no extinto e saudoso “Programa Livre” era tudo livre? Claro que não! Ou o “Jô Onze e meia” era em cima da pinta? Ao contrário, tanto que acabou virando uma brincadeira séria, começar o programa ou mais cedo ou mais tarde em relação a este horário. O nome e deslocação de horário referente rendiam piadas e boas risadas, típico marketing “Silvio Santiano”.

Indo agora para os eventos, vou lembrar a turminha do “cole no seu mural” contra Claudia Leite e Ivete no evento pelo motivo de ser axé e o nome ser “ROCK in Rio”, que o festival em primeiro lugar é um negócio de lucros e não para fazer a vontade de roqueiros famintos. Em segundo lugar, já não dá para fazer um festival como em 1985 e 1991 com atrações fodonas como nos respectivos anos. Admitam: o rock não é mais o mesmo.

Em terceiro lugar, dentro dessa realidade e com a globalização musical, simplesmente foram incrementados outros estilos para atender outros públicos que também merecem curtir o festival. O Roberto Medina, dono da situação, poderia facilmente fazer a maior micareta do mundo, o maior festival de Black music e tal, porém, ele já tem uma marca pronta, onde basta encaixar as atrações. E foi o que ele fez. É simples entender. Dentro disso, ele trabalhou a idéia do Rock in Rio ser o maior festival de música do mundo e não de rock. Simples.

Outra para a turminha do “cole isso no seu mural” que reivindica AC/DC no carnaval: não esqueçam que muitos nomes importantes do rock nacional se apresentam em festas de peão. E principalmente para quem é do interior, como eu, tem o feito como oportunidade rara de ver o artista que curte naquele evento. Só para ilustrar, o 1º show do Skank e Capital Inicial (ambos em 2004) que fui, foi em feiras agropecuárias.
Ou Rock pode tocar em festa de peão e axé não se pode tocar no Rock in Rio? Cadê a liberdade de expressão, de direitos que tanto se fala no rock? Roqueiro que tanto se fala de preconceito, sendo preconceituosos? É... os fãs do rock, também não mais como antigamente.

Outra coisa que me atento e já faz um considerável tempo, é essa coisa do cara não gostar do estilo da Ivete ou Sandy, por exemplo, e sair falando que elas cantam mal. Já dizia o filosofo esportivo Joares Soares, o China: “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. Eu não gosto das músicas da Sandy, mas daí dizer que a menina canta mal, não dá. Canta e canta muito. O mesmo é a Ivete. Não é o tipo de cantora que ouço e reflito a vida no meu quarto, mas a Ivete canta mal por isso? Claro que não. Apesar da voz exageradamente tremida (de propósito) me rendo ao talento da mulher. A forma como ela cativa o seu público, é digna de qualquer nota. Gostando ou não de sua música.

Não quer dizer que não se pode achar que ambas cantam mal. Claro que sim. Mas coma argumentos para isso. Porque falar que elas cantam mal pelo fato de não gostar do ritmo não é de considerar.

Então turminha do “cole isso no seu mural” anti axé no Rock in Rio, lembrem-se: o Rock in Rio é “apenas” o nome que se dá ao maior festival de MÚSICA do mundo. E na fase atual, explora os estilos musicais variados, usando a marca Rock in Rio.

E não esqueça principalmente você do interior, que em uma festa de peão é muitas vezes a nossa grande chance de vermos um artista do nosso rock se apresentar e que se resolverem levar ao pé da letra a situação, pode preparar o bolso, pois ir ver os caras tocar em capital fica caro.
Esse você concorda com este texto, cole o link no mural de seu facebook. Se você não é a favor deste texto, também cole o link disso no mural do seu “face” e divulgue o blog.

Obrigado.

sábado, 1 de outubro de 2011

Bola de Cristal paraguaia


De volta com previsões nunca certeiras do brasileirão 2011.



Ps 1: como sempre o resultado do timão é pela emoção. Na razão admito a superioridade momentânea vascaína.

Ps 2: Palmeiras e América é emocional também. Crise no porco. Opaaaaaaaaaaaaa!!!!!

Ps 3: acredite... aposto racionalmente no Grêmio. É feia a situação da raposa, que cada vez mais parece querer jogar em Varinha no brasileiro 2012.  Entendeu a piada?

Ps 4: Luis Fabiano marca na tão esperada volta ao tricolor. Mas é o tipo de jogo que a festa não é completa. Está com cara que o Ronaldinho roubará a cena. 

Ps 5: não acredite em nada disso que postei.